tema de fundo: LA NAVE DEL OLVIDO frank pourcel
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Durante uma operação de autêntica propaganda, o chefe do governo deu a conhe-
cer aos portugueses a sua última aposta para o sector da educação. Tudo suce-
deu há um par de meses. Na altura, foi prometido que o computador "Magalhães"
iria ser distribuído por todas as crianças e em todas as escolas. Agora, existem cer-
ca de 400.000 crianças em lista de espera para receber o famigerado "Magalhães".
Entretanto, muitas dúvidas e interrogações se colocaram aos portugueses. Se o tal
computador pode ser adquirido a preços desde 20 euros, quem paga o resto e de
de que forma. É que o preço do brinquedo ronda os 250 euros, preço normal de
venda ao público. E porque não foi efectuado um concurso público para o forneci-
to do tal computador?
Também se veio a saber, mais tarde, que a empresa que monta o "Magalhães" tem dívidas ao fisco que ascendem a
cerca de 1 milhão de euros. Corre, nos tribunais, uma acção judicial por via deste melindroso assunto que, pelos vis-
tos, foi ignorado pelo governo. Resta saber ainda quais serão as vantagens práticas desta medida.
Desde os professores às Associações de Pais e Encarregados de Educação, toda a gente faz perguntas a que nin-
guém quer ou sabe responder. Nem sequer foi garantido o fornecimento de serviços de ligação à rede para acesso à
internet. Na hora de pagar a factura, ninguém sabe quem vai pagar. Câmaras Municipais ou Ministério de Educação?
E assim vamos andando, cantando e rindo... até que alguém se lembre de colocar fim a esta paródia socialista.


«A trabalhar é um desembaraço/para nós
foi uma alegria/para dar mais um passo
com esta nova tecnologia».
Esta é uma das rimas que os professores
foram convidados, pelo Ministério da Edu-
cação, a inventar para louvar os computa-
dores Magalhães. Exacto.
Os docentes das escolas públicas em
acções (supostamente) de formação para
aprenderem a utilizar esta tecnologia fo-
ram convocados, quais catraios de sete
anos, para entoar melodias como «Ó ma-
lhão, malhão». Com letras de glorificação
a esses computadores que, como a maio-
ria dos leitores saberá (considerando a
imensa operação de propaganda), o Go-
verno tem distribuído gratuitamente às cri-
anças nas escolas.
Aliás, nem seria preciso criar mais ske-
tches. Bastaria aquelas «sessões de ci-
ber-esclarecimento e difundi-las em epi-
sódios. Políticas que visem a introdução
da tecnologia no ensino são, à partida,
benéficas. Mas devem ser acauteladas
condições que assegurem a sua eficá-
cia.De nada adiantam, sem formação a-
dequada para professores e até pais.
São contraproducentes, aliás, se não fo-
rem garantidas, entre os alunos, outras
capacidades básicas, sob pena de se
começar a construir a casa pelo telhado.
Autilização de umasimples calculadora,
sem que se interiorize o raciocínio ine-
rente às operações aritméticas, leva a
que se queimem etapas que transfor-
mar-se-ãoemgraves lacunas.
E claro que, para os professores, gerir
uma turma com computadores implica
competências diversas. Por exemplo, se
lidavamcom recadinhos em papel para
o aluno do lado, agora poderão ter que
enfrentar mensagens electrónicas para
vários colegas em simultâneo. Por outro
lado, um negócio com a dimensão de
produção e distribuição do Magalhães e-
xigia total transparência. Mas as condi-
ções em que o Governo gere esta opera-
ção que envolve verbas avultadas não fo-
ramesclarecidas. Acresce que Sócrates
e seus ministros, secretários de Estado
e directores gerais envolveram-se na
promoção do Magalhães comportando-
se como vendedores ambulantes e não
como membros dum Governo.
Estas sessões formativas sobre o tão pro-
palado «primeiro portátil luso» para pro-
fessores (e com o objectivo de ensinar ou-
tros professores) transformaram-se num
enxovalho dos docentes, com laivos de té-
cnicas de dinâmica de grupos da Coreia
do Norte. Encontram-se, no YouTube, ví-
deos destas palhaçadas. Vêem-se os pro-
fessores a abrir as goelas com as tais
musiquetas enquanto gesticulam sincro-
nizadamente. A sério. Patético é pouco. Os
docentes deveriam recusar-se a participar.
Mas nada justifica o desplante do Ministé-
rio em propor tais macacadas. O executivo
de Sócrates conseguiu transformar, qual
anti-rei Midas, uma medida importante nu-
ma paródia nacional. Já devidamente por
todos os humoristas do país.
E, assim, o portátil metamorfoseou-se
numa linda chacota que encontra o seu
símbolo nos professores a entoar e a
encenar poesia de santos populares em
jeito de elogio ao dito PC. Mas este des-
respeito só é possível enquadrado nos
sucessivos ataques que essa classe
profissional e a escola pública têm sido
alvo.O significativo aumento de reformas
antecipadas evidencia o mal-estar nes-
-sas instituições, que se aproximam do
grau zero da dignidade. A maior instabili-
dadede sempre, fruto da obsessão da
ministra em reduzir custos e apresentar
resultados sem olhar ameios. Este Go-
verno tem culpado os professores por
tudo o queestá errado nas escolas, do
insucesso ao abandono. E, simultanea-
mente, falha em políticas educativas que
promovam a melhoria do ensino: não re-
duz o número de aluno por turma, não
garante apoio aos milhares de crianças
com necessidades educativas especiais
(os que mais protegidos deveriam ser),
sobrecarrega os professores, multiplica
fichas de avaliação e burocracias.
Enfim. Magalhães ou os prémios de mé-
rito aos estudantes, eventos entre as re-
uniões de tupperware e campanhas do
Estado Novo, só servem para uma coisa:
mascarar as fragilidades no ensino. Mas
pior é arrastarem professores e alunos
como bobos da corte. Assim, quem real-
mente vive e faz as escolas já só pode
perguntar:
«Ó Malhão, ó Ministra, que vida é a tua?»
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AI MAGALHÃES, MAGALHÃES ...
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AI MAGALHÃES, MAGALHÃES ...
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POLÍCIAS AGREDIDOS À TACADA
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TRÊS AGENTES FORAM ATACADOS POR UMAUTOMOBILISTA QUE SE EXALTOU
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Uma agente da Divisão de Trânsito da PSP de Lisboa foi assaltada, anteontem, cerca das 19h00, à entra-
da da estação do Metro do Marquês de Pombal localizada junto ao Banco Brasil. A polícia encontrava-se
devidamente uniformizada e armada, mas ficou em estado de choque quando o ladrão lhe levou a mala.
No local estiveram duas viaturas da PSP e dez polícias. O assaltante não tinha sido identificado até ao fi-
nal do dia de ontem. A agente recebeu assistência médica.
Texto ● Carlos Tomás
Três jovens agentes da PSP, com idades compreendidas entre os 20 e os 30 anos, foram agredidos com um taco de basebol, na ma-
drugada de ontem, em Alcântara, Lisboa, junto ao antigo Café Café, na Rua de Cascais – que liga à Avenida de Ceuta. A violência das
agressões foi ta l que um dos polícias ficou até temporariamente em estado de coma, apurou o 24horas. A agressão foi praticada por
um automobilista que foi abordado pelos agentes após praticar uma manobra perigosa. “Os agentes encontravam-se de serviço, mas
em gozo de algumas horas de folga. Não se encontravam fardados. Fazem parte da última escola de formação da Escola Prática de
Polícia e têm pouca experiência”, explicou ao 24horas um responsável policial.
Os três polícias terão dado ordem de pa-
ragem ao condutor e pedido que ele a-
presentasse os documentos. Porém, o
visado não terá acreditado que se trata-
vam efectivamentes de agentes da auto-
ridade e os ânimos exaltaram-se. A dada
altura, o automobilista deslocou-se à
sua viatura, argumentando que apenas
iria buscar os documentos.
Pancadas na cabeça
Só que em vez dos documentos o ho-
mem trouxe um taco de basebol e desa-
tou à pancada aos polícias.
Um dos elementos da PSP
ficou temporariamente em
coma e os utros sofreram
ferimentos graves. Foram
todos parar ao hospital.
Ao final da tarde de ontem
dois deles já tinham tido
alta.
Todos foram agredidos na cabeça e na zona do tronco, sofrendo ferimentos graves e ficado tombados na rua. De colocou-se em fuga
e, ao final da noite de ontem, ainda não tinha sido identificado. Os polícias foram transportados de ambulânciaUm dos elementos da
PSP ficou temporariamente em coma e os outros sofreram ferimentos graves. Foram todos parar ao hospital. Ao final da tarde de on-
tem dois deles já tinham tido alta para o Hospital de São Francisco Xavier, um deles em estado de coma. Dois deles acabaram por ter
alta ainda durante o dia de ontem, mas o outro, após recuperar do coma, permaneceu internado no Serviço e Observações daquela
unidade hospitalar. Perante cenas como esta, o presidente da Associação Sindical dos Profissionais de Polícia, Paulo Rodrigues, não
tem dúvidas: “Vêm aí tempos muito negros. Perdeu-se o respeito pelas forças de autoridade e o Governo nada tem feito para motivar
os agentes”. O responsável sindical salienta que “neste momento a PSP está sem capacidade para responder à violência da noite”.
António Ramos, presidente do Sindicato dos Profissionais de Polícia, assume o mesmo discurso e não poupa críticas ao actual regu-
lamento da PSP: “Estas situações só acontecem porque os responsáveis políticos têm criado legislação que só fazem os polícias
perder poder. Se sacam de um bastão ou efectuam um disparo são de imediato alvo de processos disciplinares e não raras vezes de
processo-crime.” Os três agentes estão colocados na Divisão de Loures da PSP e estão os três de baixa médica. ■

Criação de postos de trabalho: 150.000 Redução de funcionários públicos: 75.000 Crescimento da economia: 3% Défice orçamental: 1,5% SCUT's: sem portagens Entrega de "Magalhães": 500.000
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109.000 postos de trabalho criados
63.500 funcionários públicos reduzidos
0,6% é a previsão (optimista) para 2009
2,2% previsão do défice para 2009
Portagens pagas em quase todas as SCUT's
100.000 "Magalhães" entregues até agora
O primerro-ministro, José Sócrates, prometeu na
campanha eleitoral de 2005 pôr a economia a
crescer ao ritmo de 3% no final da legislatura
(2009), criar 150 mil postos de trabalho e reduzir
em 75 mil o número de funcionários públicos. As
últimas previsões do Governo, presentes no Or-
çamento do Estado para 2009, deixam cair estas
metas. O Executivo prevê agora que, no próximo
ano, a economia cresça cerca de 0,6 % - um ce-
nário optimista, já que a recessão é uma ameaça
real, como alertam muitos economistas. E entre
2005 e 2009, segundo os números do Governo,
deverão ser criados pouco mais de 109 mil em-
pregos, menos 41 mil face ao prometido. Uma
função pública mais leve e um défice orçamental
de 1,5% do PIB (a tender para zero nos anos se-
guintes) eram outras das promessas. Se na pri-
meira o Governo ficará relativamente próximo da
redução de 75 mil funcionários - a redução líqui-
da agora projectada poderá chegar aos 63,5 mil,
disse o ministro das Finanças.
Já a previsão para o défice público está longe de
ser tão cor-de-rosa. O défice cairá de 6,1% do PIE
em 2005, para 2,2%em 2008
COM A VERDADE ME ENGANAS...
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REALIDADE
Ainda assim, e fazendo fé nas últimas sondagens publicadas, os Socialistas ganharão as eleições em 2009... Dá para entender?
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o Ministério Público de Moçambique acusou formalmente o ex-ministro do Interior, Almerindo Ma-
nhenje, já em prisão preventiva há mais de um mês, da prática de 49 crimes. O exgovernante é a-
penas um dos oito arguidos num processo que envolve acusações de remunerações indevidas e
crimes de abuso do cargo ou de funções.
As detenções ocorreram após denúncias anónimas e os crimes em causa envolvem cerca de cin-
co milhões de euros.
Todos são presumíveis inocentes até ao trânsito em julgado. Mas nem é isso que está em causa,
antes a invulgaridade de um processo por corrupção num país de África. É de saudar, porque se
trata de um país que infelizmente, está entre os mais pobres do mundo, mas que, felizmente, co-
meça a dar provas de que a democracia pode aprender-se. Edeve saudar-se ainda porque se
trata de um país onde se fala português.
O BOM EXEMPLO DE MOÇAMBIQUE
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Na minha qualidade de munícipe
de Oeiras, venho por este meio
manifestar a minha incredulidade
e revolta por ser forçado a votar
sem saber se um dos candidatos
à presidência da Câmara come-
teu , ou não, os crimes de que é
acusado. Daqui a alguns meses
terei de ajudar a decidir se Isalti-
no Morais continuará à frente da
autarquia e falta-me informação
para decidir em consciência.
Isaltino clama inocência, garante
(inclusive em entrevista ao SEXTA)
que não há provas que o incrimi-
nem e manifesta o desejo de ver
resolvida a questão o mais de-
pressa possível. Mas esta sema-
na ficámos a saber que a sua ir-
mã Floripes, co-arguida no proces-
-so, apresentou um recurso ao Tri-
bunal Constitucional alegando vio-
lação da Constituição no despa-
cho de pronúncia.
Este recurso suspende o julga-
mento, que deveria começar em
Janeiro de 2009.
Ultrapassemos o palavreado legal
legal e vamos ao que interessa:
seis anos depois de ter sido indi-
ciado, Isaltino continua sem ir a
julgamento. De caminho, candida-
ta-se por duas vezes a um cargo
político de manifesta relevância.
É verdade que todos somos ino-
centes até prova em contrário,
mas este arrastar de pés, entre
erros da Justiça e expedientes
dos advogados, também já é abu-
sar da nossa paciência.
Quando, lá para Setembro, for vo-
tar nas autárquicas, tenho de de-
cidir se quero ou não Isaltino no
poder por mais quatro anos, cor-
-rendo o risco de o homem ser
preso durante o mandato.
Isto não é bom para mim, nem pa-
ra o próprio Isaltino de Morais.
E é trágico para a democracia.
Luís Francisco
"SEXTA"
24.10.08

Isaltino, recordo, foi indiciado em 2003, após notícias de
que teria colocado dinheiro na conta de um sobrinho na
Suíça. Fez-se a instrução do processo, mas foi necessá-
rio repetir tudo devido a ques- tões processuais. Ou seja,
alguns anos depois, voltava-se à estaca zero. Repetem-
-se as diligências e, finalmente, o então já regressado
presidente da Câmara de Oeiras fica a saber que terá
mesmo de ir a tribunal responder pelos crimes de corru-
pção passiva, participação económica em negócio, bran-
queamento de capitais, abuso de poder e fraude fiscal.
Condutores notificados duas vezes para pagar a mesma multa
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29 de Outubro de 2009.
Vários condutores portugueses foram notificados
duas vezes para pagarem a mesma multa.
A Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária
(ANSR) reconhece o problema e garante que as
situações detectadas estão a ser corrigidas. Em
comunicado enviado ao Jornal de Notícias (JN),
a entidade alega que as duplas cobranças se
devem a falhas no registo dos pagamentos das
coimas. Em causa estão autos levantados pela
polícia no momento da infracção e pagos de ime-
diato. A ANSR esclarece que a cobrança nem
sempre é feita de forma automática. As liquida-
ções feitas por dinheiro ou cheque são inseridas
manualmente e, por isso, quando o jurista anali-
sa ao caso pode ainda não ter conhecimento do
pagamento da multa. Não é conhecido o número
de condutores afectados pelas falhas nas co-
branças, mas sabe-se que estas falhas estão a
ser detectadas desde 2006. A ANSR garantiu ao
JN que as situações detectadas são corrigidas e
que “foram tomadas medidas para evitar, no futuro, e minorar, de imediato, as
falhas de registo verificadas”. A GNR e a Brigada de Trânsito dizem não ter co-
hecimento de casos de dupla cobrança e remeteram os esclarecimento para
a ANSR.
Perante a ocorrência destas falhas, será conveniente que os automobilistas
guardem o comprovativo do pagamento da multa para que evitem complica-
ções caso sejam notificados segunda vez para pagar a mesma coima.
UM ORÇAMENTO INCOMPETENTE E DESONESTO
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Uma das formas mais graves de incom-
petência é não perceber o que é prioritá-
rio e o que é secundário. A política eco-
nómica em Portugal deve ter como obje-
ctivo final aumentar o potencial de cresci-
mento da economia, que caiu de forma
estrutural para níveis abaixo dos da UE,
remetendo-nos para uma divergência es-
trutural, e remetendo-nos ainda para ser-
mos ultrapassados por países que en-
traram depois de nós, ou seja, que estão
há muito menos tempo a receber ajudas
da UE. É inacreditável que o Governo não
perceba que este é, de longe, o mais im-
portante e mais grave problema econó-
económico português. O Relatório do OE
continua a ignorar a existência deste pro-
blema e, como o problema é ignorado,
praticamente não há propostas para o re-
solver. Um dos traços mais evidentes
deste problema é a falta de competitivida-
de que tem levado a um elevadíssimo dé-
fice externo e uma dívida externa numa
trajectória explosiva.
O Governo não tem a desculpa de dizer
que está a prestar mais atenção à gestão
da crise conjuntural, porque, justamente
esta, com a crise do crédito, veio exacer-
bar ainda mais o problema estrutural do
endividamento externo. Pode haver maior
incompetência do que um Governo não
perceber qual é o mais grave problema
económico português? Quanto a deso-
nestidade, os exemplos são inúmeros.
Desde logo, o cenário macroeconómico
delirante.

O mundo está a viver uma crise gra-
víssima (que leva mesmo alguns a
vaticinar o fim da economia de mer-
cado) e a economia portuguesa (Ah!
valente) desacelera apenas duas dé-
cimas! Depois, só nas despesas de
pessoal tivemos duas desonestida-
des. A primeira foi a introdução inconsis-
tente de uma alteração metodológica. Se
esta alteração fosse aplicada de forma
consistente a 2009 e aos anos anteriores,
nada haveria a objectar. A segunda deso-
nestidade foi dizer que esta alteração ti-
nha sido feita a pedido externo, o que o
Eurostat prontamente desmentiu.
Estas desonestidades foram rapidamen-
te desmontadas, daí a pergunta: qual a
lógica de incorrer na crítica da desonesti-
dade sem qualquer benefício? Temos
que concluir que se t ratou de uma deso-
nestidade incompetente. Temos ainda a
desonestidade de falar em consolidação
orçamental quando os défices de 2008 e
2009 são obtidos com receitas estraordi-
nárias, como se fossem recorrentes. A
diferença entre receita total e receita fis-
cal e contributiva era suposto ser 6,3% do
PIB em 2008, mas, afinal, vai ser 7,3%. E
para 2009 espera-se que esta diferença
suba para 8,5%. Se estas receitas perma-
necessem no nível do esperado para
2008 (6,3% do PIB), o verdadeiro défice
de 2008 seria 3,2% do PIB e o de 2009
seria 4.4% do PIB. Ao verdadeiro défice de
2009 falta ainda adicionar mais duas par-
celas: a desorçamentação (Estradas de
Portugal, SCUT, etc., etc.) e o
optimismo orçamental. Com o
cenário mirabolante de manu-
tenção do desemprego, as
despesas sociais estão sub-
estimadas. Já as receitas fis-
cais estão triplamente inflaci-
onadas. Por um lado, o Governo está de-
masiado optimista em relação ao cresci-
mento do PIB. Em segundo lugar, e con-
trariamente ao que já se passou em 2008
o Governo prevê que haja um aumento da
eficiência fiscal. Em terceiro lugar, há um
conjunto de benesses fiscais que o Go-
verno apregoa, mas (diz o Governo) isso
não tem impacto sobre a receita fiscal.
Das duas uma, ou as benesses são in-
consequentes, ou a receita está sobrea-
valiada. Em resumo, o verdadeiro défice
de 2009 deverá estar acima dos 5% do
PIB. Na verdade, este é um orçamento de
altíssimo risco, para ganhar as eleições.
Se o Governo ganhar a aposta, depois
das eleições inventa umas patranhas (em
que são especialistas) para justificar por
que é que o défice, afinal, esteve tão lon-
ge dos 2,2%. Se o Governo perder elei-
ções, o próximo Governo apanha com um
défice de mais de 5% do PIB e vai-se ver
às aranhas para o domesticar. Já repara-
ram como esta jogada se parece com a
dos banqueiros americanos?
Fazem uma aposta muito arriscada; se
correr bem, ganham milhões; mas se
correr mal, a factura fica para os outros.



• O último ano tem sido dominado pela
palavra crise. Na economia, nas finanças
e na política. É incontornável e os sinais
chegam de todo o mundo. O preço do
barril de petróleo disparou até um máxi-
mo histórico em Julho, seguido pelos
combustíveis, os juros cobrados pela
banca igualmente, algumas das maiores
instituições financeiras americanas abri-
ram falência, o dólar desvalorizou para
mínimos face ao euro, as taxas de de-
semprego aumentaram. Os problemas
políticos aguçaram-se na Europa Orien-
tal, e no Iraque a situação continua algo
instável.
Tendo em conta que uma larga fatia da
da crise económico-financeira do último
ano se deve à escalada do preço do pe-
tróleo e dos combustíveis, seria de espe-
rar que os ânimos estivessem hoje mais
serenos.
Se em Outubro do ano passado o barril
se cotava a cerca de 90 dólares, ronda
agora os 67. O percurso foi sempre as-
cendente até Julho, quando atingiu o
marco histórico dos 147,27 dólares, e
depois tem vindo a cair. Os combustíveis
no entanto, nem sempre têrn reflectido
esta instabilidade, mas antes uma ten-
dência ascendente.

Como consequência directa, os combus-
tíveis chegaram igualmente a preços re-
corde, fazendo aumentar os preços dos
transportes e de boa parte do cabaz de
compras. Os preços do ouro e de metais
preciosos como a prata e a platina che-
gam a valores nunca antes atingidos.
Pelo mesmo caminho vão os cereais e,
indirectamente, todas as carnes.
Em Portugal, depois de consecutivas
queixas, a Autoridade da Concorrência
decidiu levar a cabo uma investigação
para perceberse existe carte1 na fixação
dos preços, já que os valores cobrados
variam quase sempre apenas meros
cêntimos entre as várias marcas.
Mas concluiu que não há concertação de
de preços. Com o avolumar de críticas,
está agora a proceder a investigações
mais aprofundadas - em Espanha a sua
congénere faz o mesmo. Para a história
fica o protesto dos camionistas que fize-
ram esgotar o combustível e quase pa-
rar o país.
Maria Lopes
maria.lopes@sexta.pt
jornal "SEXTA"
É mesmo uma vergonha! O Primeiro Ministro deste país continua a surpreender pela negativa, claro... enganou os miúdos... Se não acredita, click sobre o título, e leia a notícia. Que tristeza !!!
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We Have Kaos In The Garden blogspot.com
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José Socrates não é o único interprete da política de mentira deste governo socialista. O Ministro da Agricultura, Jaime Silva, não deixa os seus créditos por mãos alheias, nesta matéria. São os agricultores as vítimas, desta vez...
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Para que não fiquem dúvidas, foram os próprios especialistas do conceituado "Financial Times" a avaliar as capacidades do nosso Ministro das Finanças, Teixeira dos Santos. É "imperfeito", dizem eles... por isso, mereceu a honrosa distinção, claro...
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PORTUGAL E O PREÇO DOS COMBUSTÍVEIS
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Devido à "sangria" que se tem verificado no contingente de pilotos da Força Aérea Portuguesa (FAP), que optam pelas vantagens oferecidas pela aviação comercial, aquele ramo das forças armadas não dispõe de pessoal suficiente para operar a frota de aeronaves de que dispõe neste momento. Ainda assim...
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Faça click sobre o título a lado para ler toda a notícia.
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SOCRATES NÃO PÁRA - Magalhães 2
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O carro do futuro, acessível ao bolso de todos os portugueses. Click nas imagens para ampliar.
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Agradecemos a José Tavares o envio desta "excelente" notícias, bem como as fotos do carro do futuro.
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As mentiras que José Socrates, bem
como o resto dos seus "capangas",
vem dizendo aos portugueses desde
que chegou ao poder, são contraria-
das todos os dias por todos os índi-
ces credíveis, publicados por entida-
des e organismos internacionais in-
suspeittos e competentes.
Mas agora, também o Instituto Nacio-
nal de Estatística (INE) vem tocar na
mesma orquestra e dizer o que o bol-
so dos portugueses já sentia e sabia:
Portugal vai de mal a pior e os resul-
tados relativos a 2008 ainda nem se-
quer são conhecidos. Mas a tendên-
cia continua a ser de queda no PIB.
Já vamos atrás de países como Malta,
Eslovénia, Chipre e pouco à frente da
Estónia e da Eslováquia...
O mal maior é que este governo não
sabe que medidas deve tomar para
inverter esta tendência. Desde 2005
que a divergência se mantém, mas o
governo culpa a crise de 2008...
Faça click sobre o título abaixo para ler a notícia
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