Tema de fundo: "SONG FOR ANNA"
De: Paul Mauriat
Tema de fundo: "SONG FOR ANNA"
De: Paul Mauriat
 
 
Gorongosa – um antigo problema ecológico
 
Maputo (Canalmoz) - O sinal de alerta lançado sexta-feira última pela ministra da Coordenação da Acção
Ambiental, Alcinda Abreu, para o perigo de aluimento de terras na Serra da Gorongosa, mercê de práticas
agrícolas erradas, serviu para ilustrar um dos aspectos da grave situação que se faz sentir nesse ponto do
país. Tais práticas, a par das queimadas descontroladas, do derrube de árvores, do garimpo e da dizimação
de espécies animais, espelham uma realidade amarga que se tem vindo a agravar desde a independência em
1975. Efectivamente, trata-se de um problema já antigo que conheceu novos contornos com o advento da
independência nacional.
 
A guerra civil entre a Renamo e o regime da Frelimo é apontada como a causa
fundamental da dizimação de espécies, caindo o odioso da questão sobre as
forças da guerrilha. De acordo com a página que o Parque Nacional da
Gorongosa (PNG) dispõe na Internet, o PNG “nos anos 70 contava com mais
de 14 mil búfalos, mas na década 90, após a Guerra Civil, esta população
selvagem havia sido reduzida para apenas 60.” Sabe-se, no entanto, que antes do
eclodir da guerra civil, as autoridades moçambicanas apostaram numa política
de abate indiscriminado de búfalos, quer dentro dos limites do Parque Nacional
de Gorongosa, quer nos vizinhos tandos de Marromeu. «Participei, por isso
testemunho», Sérgio Vieira confirma essa política de dizimação de búfalos,
afirmando que era “com ética e dignidade” que anualmente se abatiam entre
1500 a 3000 cabeças de búfalos nos tandos de Marromeu”.
 
 
Segundo Sérgio Vieira o abate visava “manter o equilíbrio ecológico e o habitat". Fontes da antiga empresa de safaris
moçambicana, SAFRIQUE, contactadas pelo Canalmoz, fornecem uma imagem diferente da matança – ou chacina – de búfalos.
Contrastando liminarmente com a versão apresentada por Sérgio Vieira no seu livro de memórias, Canelas de Sousa, uma
dessas fontes, referiu que pouco depois da independência, o “governo deu instruções à SAFRIQUE para executar essa chacina,
dizendo que era um programa para manter o equilíbrio ecológico na zona ( Tandos de Marromeu ), mas na verdade foi um
programa de abate de búfalos para suprir necessidades urgentes de carne para diversas zonas.” Acrescenta a fonte que
“inicialmente o abate dos búfalos pressupunha a utilização de drogas em dardos, que eram disparadas de helicóptero com uma
espingarda. Esses dardos por vezes falhavam o alvo ou soltavam-se dos animais. Isso era um perigo para o pessoal que andava
a pé, descalços, a recolher e desmanchar os animais abatidos.”
 
Salienta Canelas de Sousa, uma das fontes de que nos servimos, que “logo nos primeiros
dias, dada a ineficácia ou inexperiência na utilização dos dardos, optaram pelo abate a tiro
(carros + helicópteros ) que reuniam e encaminhavam as manadas para os locais de abate.
Os animais eram «empurrados» pelo helicóptero e jeeps para uma zona de abate, onde se
encontravam os camiões com dezenas de pessoal. Os tiros eram disparados tanto do hélio
como de um jeep que ia rodeando a manada para não se dispersar. Cada manada que era
isolada, era abatida na totalidade, para evitar  «animais traumatizados». Eram as instruções
que na altura foram dadas à equipe de abates.”
Um Crime Ecológico

Prossegue a nossa fonte:  “Os búfalos abatidos eram depois esfolados e esquartejados praticamente no local de abate. Eram
aproveitadas as peles, patas e crânios dos búfalos para um programa de revenda para artesanato, que foi um fracasso.”
 
A carne, de acordo com a nossa fonte, “era cortada às tiras e salgada para seca. Posteriormente eram feitos fardos de
carne seca em tiras, tipo «biltong», que seguiam nos vagões para destinos diversos.” A fonte salienta que “o
inicialmente pensado programa de transporte de carne em vagões frigoríficos dos Caminhos de Ferro não funcionou”
devido a deficiências no sistema de refrigeração, entre outros problemas. “Tiveram de optar pela carne seca”, disse-
nos a fonte para quem o abate de búfalos “foi um crime ecológico em que fomos obrigados a participar”. A
necessidade de carne – e não de manutenção do “equilíbrio ecológico e do habitat" como alega o autor de «Participei,
por isso testemunho», já havia sido denunciada por Adelino Serras Pires em artigo de opinião publicado no semanário
«DEMOS». Para Serras Pires, “Sérgio Vieira foi quem liderou a matança indiscriminada de búfalos nos tandos de
Marromeu para alimentar as forças do ZANLA que estiveram aquarteladas em Moçambique desde 1975 a 1980”.
(Demos, 07 de Março de 2001 p 7)
 
A matança de búfalos, na fase a que Serras Pires se refere, começou por ocorrer, segundo a fonte da
SAFRIQUE que temos vindo a citar, dentro dos limites do PNG. A utilização de parques ou reservas
nacionais para matança de animais para fins de lazer é também confirmada pelo autor de «Participei, por
isso testemunho». De acordo com Sérgio Vieira, o antigo ditador romeno, Nicolae Ceausescu, no decurso
de uma visita de Estado efectuada ao nosso país a convite do seu homólogo moçambicano, Samora Machel,
foi autorizado a caçar elefantes na Reserva de Maputo. Acompanhado de Sérgio Vieira e Lobão Telo,
num helicóptero, Ceausescu, de AK-47 em punho, localizaram a manada de elefantes. “Para escândalo
de todos, de dentro do helicóptero, Ceausescu desatou a disparar contra o animal, um total de vinte e três
balas para abater a vítima”.
 
“Coube a Machungo (NR: actual PCA do Millennium-bim), na época dirigindo a pasta da Agricultura,
a triste pena de levar o troféu a Bucareste onde o entregou ao Presidente (Ceausescu) numa
cerimónia que consagrava, mais uma vez, as grandes proezas venatórias do chefe”, escreve o autor de
«Participei, por isso testemunho», para depois concluir: “A que leva o culto da personalidade!” Ressalta
que atribuir à guerra civil a causa fundamental da quase extinção de búfalos na zona centro do país é
algo que peca por imprecisão e desconhecimento da realidade. Embora a Renamo tivesse iniciado a
sua acção de guerrilha na zona da Gorongosa, com maior intensidade a partir de meados de 1979, ela
seria forçada a abandonar a zona depois da independência do Zimbabwe. Efectivamente, nos princípios
de 1980, a guerrilha desloca-se para Sul do corredor da Beira. Só a partir de meados de 1982, é que a
guerrilha da Renamo regressa à Serra da Gorongosa, altura em que a matança anual, “com ética e
dignidade”, entre 1500 a 3000 cabeças de búfalos para alegadamente  “manter-se o equilíbrio ecológico
e o habitat" já havia tido lugar. (Redacção)
Canal de Moçambique
 
OS CAMINHOS DA "GALP" EM MOÇAMBIQUE
 
A "GALP" tem tudo a postos para produzir
biocombustíveis no interior de Moçambique. A
empresa vai lançar-se em breve na exploração de 10
mil novos hectares de terra. Relato de uma visita às
plantações de jatropha que é, também, uma viagem
pelo
Corredor da Beira.  A revista "Visão"
acompanhou a petrolífera na sua aventura
moçambicana junto ao
Corredor da Beira, com
paragens no Búzi e no Chimoio para visitar as
plantações para produção de biocombistíveis.
 
Sem visar diretamente a empresa portuguesa, a organização não governamental (ONG) Justiça
Ambiental desfia um rol de queixas contra os grandes produtores de jatropha em Moçambique.
O pesquisador Daniel Ribeiro denuncia a subztituição por jatropha de culturas como o milho e a
mandioca, por parte dos agricultores independentes, assim como o impacto na pastorícia, através
da ocupação de pastagens informais.
(Clara Teixeira - texto e Luís Barra - fotos)
ALGUMAS DAS IMAGENS QUE ILUSTRAM A REPORTAGEM
 
Travessia a bordo do batelão que liga as margens do rio Búzi
 
CULTURA DA JATROPHA
O trator prepara o terreno, a planta é depositada na terra, adubada e finalmente regada
   
Cerca de 1200 crianças do Búzi, a partir dos 6
anos, frequentam a Escola Primária Cmpleta 1 de
Julho, remodelada pela "GALP"
CIDADE DA BEIRA
Há pinturas publicitárias estampadas em muros,
casas, bancas e quiosques. Até em rotundas...
 
Na picada a pé ou sobre rodas, carregado volumes à cabeça, na
mão, e filhos ao colo. O vaivém na estrada é permanente.
Para poder aceder a todas a oito páginas da reportagem, é
favor fazer click sobre as imagens abaixo.
       
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Nick junto do local que assinala a picada
de entrada para o PNG
PNG acolhe Nick North
e a Corrida Norte-Sul
Nicolas North (Nick como é mais conhecido) é um cidadão de origem
Britânica que ostenta a nacionalidade Irlandesa e iniciou no dia 20 de
Junho último uma corrida a partir do rio Rovuma, norte de Moçambique.
Ele está a correr todo o País de Norte ao Sul por uma causa nobre:
as crianças de Moçambique.A sua corrida enquadra-se no âmbito de
angariação de fundos que irão financiar parte de actividades da
CONCERN Worldwide em Moçambique. A CONCERN Worldwide é uma
organização não governamental internacional que, depois de um acordo
assinado entre esta ONG e o governo de Moçambique, tem vindo a trabalhar
na assistência humanitária em Moçambique desde 1987.
   
Nick em plena corrida, já muito
perto da entrada para o PNG
Da esquerda para a direita: Hendrik Pott, Nick North
e Filipe Rassai no cruzamento do PNG
No vasto leque de actividades  desenvolvidas
pela CONCERN  Worldwide, os fundos angariados
pelo desafio do Nick servirão para financiar
programas de educação de mais de 120 escolas
em Moçambique, especialmente com o objectivo
de facilitar o acesso e a melhoria de qualidade de
ensino para raparigas e crianças das famílias
mais carenciadas. Tendo já percorrido mais de
metade do território nacional, Nick escalou o
Parque Nacional da Gorongosa onde vai
ficar por duas noites a fim de poder recuperar as
energias para o resto do percurso que o
espera até à Ponta de
Ouro, na Província de  Maputo. Nesta corrida ao longo do território nacional, o Nick conta com três acompanhantes a tempo inteiro. Hendrik Pott, do PNG,
é um dos acompanhantes selecionados para este grande evento humanitário. Hendrik Pott e o seu assistente, Filipe Rassai, estão com o Nick desde
Murrupula. Os dois seguirão com o Nick até Muxúngue onde o senhor Greg Pickett os substituirá no cuidado do Nick.
     
     
     
Os nossos agradecimentos a Adelino Serras Pires
pelo envio destas magníficas imagens
ÁFRICA NO SEU MELHOR!
SÓ VISTO...
 
ESCOLAS À VOLTA DO "PNG" RECEBEM DOAÇÃO
DO MINISTÉRIO DE EDUCAÇÃO DE PORTUGAL
No âmbito da restauração do Parque Nacional da Gorongosa (PNG) e da responsabilidade social do Projecto de Restauração
da Gorongosa para a melhoria do nível de vida das comunidades à sua volta, o PNG, em parceria com o Ministério de Educação
de Portugal, iniciou em Junho último a distribuição de diversos materiais escolares em algumas escolas com o objectivo de
incentivar maior gosto na mediação e aprendizagem dos mais variados conteúdos curriculares.
 
Exemplo dos livros oferecidos pelo Ministério da
Educação de Portugal
O Ministério de Educação de Portugal doou 18 caixas com um total de 1152 livros diversos,
dicionários, enciclopédias e variados materiais de consulta com conteúdos que cobrem desde o ensino
primário até ao universitário, bem como as estantes para uma biblioteca. Com a diversificação de
materiais espera-se que tanto os alunos como os professores tenham a opção de escolher os
diferentes temas no decurso do processo de ensino/aprendizagem. Apesar de uma parte dos livros ir
directamente para uma biblioteca pública como no caso da biblioteca da vila de Muanza, a maior parte
das caixas de livros foram distribuídas nas escolas e irão fazer parte de bibliotecas móveis de sala,
dado que muitas dessas escolas beneficiárias não possuem ainda uma biblioteca escolar. A identificação
das escolas beneficiárias foi feita em conjunto entre  os respectivos serviços distritais de educação,
juventude e tecnologia e o PNG, tendo para o Parque sido critério dominante o facto de serem escolas
situadas em comunidades da sua zona tampão. O PNG depois de efectuar o desembaraço alfandegário
no Porto de Maputo desta oferta do Ministério da Educação de Portugal, assumiu o transporte
desde a capital do País bem como a logística material na distribuição dos livros às escolas beneficiárias
e através do seu Centro de Educação Comunitária (CEC), comparticipou ainda com centenas de cadernos
e lápis. Para além da biblioteca pública de Muanza, cinco escolas do Distrito da Gorongosa e outras
duas escolas do Distrito de Nhamatanda receberam a sua quota-parte  dos livros.
 
Parte de livros e estantes doados na biblioteca pública
do Distrito de Muanza
Passos dados na distribuição dos livros doados pelo Ministério
de Educação de Portugala algumas escolas da zona tampão do PNG
A primeira distribuição dos livros acima referenciados teve lugar na Escola Primária 
Completa
de Mbulaua, Distrito da Gorongosa, situada a 29 km da Vila da Gorongosa e a 49 km do
Acampamento de Chitengo. Aproveitando a ocasião do Dia Internacional da Criança, uma
equipa do PNG procedeu a entrega de um lote de livros destinados à escola em epígrafe
Estiveram presentes no acto muitos membros do governo do Distrito da Gorongosa, entre eles
Simões Zalembessa, Administrador do Distrito da Gorongosa, Jacinta de Santiago, Directora

dos Serviços Distritais de Educação (SDEJT) da Gorongosa, Quembro Raposa, Primeiro
Secretário do Partido Frelimo, entre outros convidados. A entrega foi feita em plenária no
comício presidido pelo Administrador e membros do governo da Gorongosa na ocasião do
Dia da Criança.Os livros foram recebidos com muito clamor pelos alunos, professores,
direcção da escola, pais e encarregados de educação que estiveram presentes no dia.
O Administrador da Gorongosa aproveitou a ocasião para agradecer ao doador (Ministério
de Educação de Portugal) pelo bom gesto e ao PNG por ter dispensado  recursos humanos
e materiais que facilitaram a entrega da doação à Escola de Mbulaua.
No dia 02 de Junho entregou-se parte dos livros e quatro estantes à Biblioteca Pública de
Muanza, localidade que dista cerca de 270 km do Acampamento de Chitengo. Presenciaram
este acto o Administrador de Muanza, a Directora dos Serviços Distritais de Educação de
Muanza, o Primeiro Secretário de Muanza e o Chefe da Juventude e Desporto de Muanza.
No distrito de Muanza, a entrega dos livros foi vista como um grande suporte não apenas para
a comunidade escolar local, mas também para os estudantes do núcleo de Ensino à Distancia
da Universidade Católica de Moçambique que já funciona a partir da sede do Distrito de Muanza.
Os estudantes têm agora mais recursos para diversificar os seus conhecimentos. Segundo a
Directora dos SDEJT de Muanza, “agradecemos o apoio prestado pelo Parque Nacional de
Gorongosa pela atenção e contributo indispensáveis que nos é dada e em especial agradecemos
o Ministério de Educação de Portugal pelos livros doados. A disponibilidade de todos este material
constitui uma motivação para a comunidade estudantil de Muanza.” Quanto ao critério de uso dos
livros em Muanza vale salientar que a Biblioteca Pública de Muanza já vem funcionando com
uma responsável. A esta responsável se incumbiu a missão de também velar pelos novos materiais
oferecidos. Na mesma ocasião, aproveitou-se para montar as estantes e os livros
foram colocados nos seus devidos lugares.
 
Alunos da Escola Primária Completa de Mbulaua, na
Gorongosa, exibindo os cadernos doados pelo PNG
 
A alegria pelos novos livros é bem patente
Nos dias 12 e 13 de Julho fez-se a entrega dos livros a duas escolas do distrito de Nhamatanda,
nomeadamente as Escolas Primárias Completas de Nhampoca (situada a cerca de 175 km
do Acampamento de Chitengo) e de Mecombedzi (situada a 145 km). No dia 12 de Julho primeiro
passou-se pelos SDEJT de Nhamatanda (localidade que dista 105 km do Acampamento de Chitengo)
a fim de se apresentar o programa, seus objectivos e procedimentos à direção dos SDEJT.
Estiveram presentes o Director dos SDEJT de Nhamatanda, o Chefe da Repartição do Ensino

Geral e alguns elementos da mesma Instituição. À direcção presente se esclareceu o programa
e suas partes. O Director dos  SDEJT, que na circunstância substituía o Administrador do
Distrito, assinou a guia de entrega. E porque as condições do terreno não permitiam a que o
carro chegasse à Escola de Nhampoca, o mesmo Director dos SDEJT, muito simpaticamente,
se encarregou de fazer chegar os livros à escola visada assim que a estrada fosse transitável.
Muito satisfeito, em nome do Distrito de Nhamantada, o Director dos SDEJT agradeceu o gesto do
Ministério de Educação de Portugal que, em parceria com o PNG, doou o material que definiu
como de "extrema importância para alargar os conhecimentos de toda a comunidade escolar".
“Os livros irão proporcionar o desenvolvimento cultural e fortalecer os laços sócio-afectivos
entre as criancas Moçambicanas”, rematou o Diretor dos SDEJT de Nhamatanda.
Depois dos trabalhos feitos na direcção dos SDEJT de Nhamatanda, partiu-se para a Escola
Primária Completa de Mecombedzi. Apesar da picada que leva a esta escola exigir alguma
destreza na condução devido a fortes declives conseguiu-se chegar sem sobressaltos.
Procedeu-se à entrega dos livros ao Director-Adjunto Pedagógico que na altura estava
presente. Nos dias 09 e 10 de Agosto fez se a última etapa de entrega de livros a quatro
outras escolas do distrito da Gorongosa. Depois de devidamente coordenada a entrega
com os Serviços Distritais de Educação, Juventude e Tecnologia, em plena Vila da Gorongosa
(situada a 60 km do Acampamento de Chitengo), em primeiro lugar arrancou-se para
Canda (cerca de 24,5 km da Vila de Gorongosa) para a Escola Primária Completa 25 de
Setembro. Em seguida voltou-se à Vila da Gorongosa para a Escola Primária Completa
1º de Maio. Prosseguiu-se com a entrega de livros, desta vez na Escola Primária Completa
de Nhamissongora-Aldeia (a 10 km da Vila). Por último, de Nhamissongora partiu-se para
a Escola Primária do 1º Grau de Mazimachena (situada a 18 km da Vila). Em suma, em
todas as escolas acima referenciadas foram entregues os livros e com as suas respectivas
assinaturas através de guia de entrega e os seus procedimentos. Todos os Directores dos
SDEJT dos três distritos (Muanza, Nhamatanda e Gorongosa) agradeceram ao Ministério de
Educação de Portugal pelas ofertas e ao PNG pela dedicação e empenho em proceder às entregas das ofertas.
 
Simões Zalembessa, Administrador do Distrito da
Gorongosa, falando sobre os livros em Mbulaua
       
Parte da audiência do Dia da Criança
em Mbulaua durante o discurso do
Administrador da Gorongosa
Directora dos SDEJT (à esq.) e responsável
da Biblioteca Pública de Muanza (à dir.)
Contagem de livros nos
SDEJT em Nhamatanda
Livros acabados de chegar na Escola
Primária Completa de Mecombedzi
       
Contagem de livros na Escola Primária
Completa 25 de Setembro, em Canda
Contagem de livros na Escola Primária
Completa 1º de Maio, na Vila da Gorongosa
Contagem de livros na Escola Primária
Completa de Nhamissongora-Aldeia, Gorongosa
Contagem de livros na Escola Primária do
1º Grau de Mazimachena, Gorongosa
Domingos Muala (Departamento de Comunicação do PNG) e Sandra Giroth (Departamento de Relações Comunitárias do PNG)
REPORTAGEM
REPORTAGEM
 
Fiona Claire Capstick
Fiona Claire Capstick nasceu na África do Sul, onde foi oficial das forças armadas, destacada para a divisão de inteligência
militar como tradutora e intérprete multilíngue. Atualmente, ela está servindo como tradutora juramentada junto do Tribunal
Superior da África do Sul. Seu falecido marido, Peter Hathaway  Capstick, foi o autor de aclamados contos dobre safaris como
"Death In The Long Grass" e "Safari - The Last Adventure". Reside actualmente em Pretoria com seu marido, Adelino
Serras Pires, com quem foi co-autora do livro "The Winds of Havoc". Este livro, que conta as sevícias, injustiças e maus-tratos
de que o Adelino Serras Pires foi vítima às mãos  dos esbirros a soldo do então goveno moçambicano, com o beneplácito das
autoridades portuguesas, provocou uma enorme celeuma. Talvez por isso, o livro foi editado diversas vezes,
esgotando sempre todas as edições.
 
"ROWLAND WARD" publica pela primeira vez,
em 110 anos, um livro escrito por uma mulher.
O romance "The Diana Files", da autoria de Fiona Claire Capstick, foi
o primeiro livro, escrito por uma mulher, a ser publicado pela prestigiada
Rowland Ward em 2004. O romance viria a ser premiado com o
"CIC Literary Prize" (International Council for Game and Wildlife
Conservation), durante a realização da Assembleia Geral da organização
daquele ano. O Júri rendeu-se, assim, à qualidade literária e aos largos
conhecimentos de Fiona Capstick relativamente à matéria em apreço.
 
Amante de África, da fauna bravia e de tudo
o que com ela se relaciona, Fiona Capstick
fala e escreve, fluentemente, meia dúzia de
línguas diferentes o que, por si só, é uma vantagem.
 
"BETWEEN TWO FIRES"
o novo romance
Fiona Capstick faz questão de dedicar este seu novo livro a Adelino
Serras Pires, seu marido. O conteúdo deste novo romance conta-nos
a incrível história de vida de Margarete Trappe, uma das primeiras
mulheres europeias a estabelecer-se na antiga África Oriental Alemã,
(1906), território a que corresponde hoje a Tanzania. Margarete Trappe
foi a primeiracaçadora profissional conhecida a desempenhar aquela
profissão emÁfrica, decorria o ano de 1928! Acedendo ao espólio deixado
porMargarete Trappe aos seus familiares e em hoje em posse de dois dos
seus netos (um da Alemanha e outro da Suiça), Fiona Capstick foi
capaz de reunir o material necessário para colocar no papel a verdadeira
e completa biografia de tão ilustre e apaixonante mulher. Será a primeira
vez (após a publicação de "Between Two Fires") que o mundo terá
acesso a tão fascinante história podendo, assim, conhecer a verdadeira
Margarete Trappe como nunca antes foi possível. O livro de Fiona
Capstick, escrito em inglês, relata com detalhe as aventuras, os perigos
e também as agruras da guerra então vividas por Margarete Trappe.
Devido ao seu extraordinário curriculum, ainda mais por se tratar de uma mulher branca vivendo em pleno coração de
África e também devido ao trato gentil que mantinha com as populações locais e aos profundos conhecimentos que tinha
da fauna bravia, Margarete Trappe era famosa em toda aTanzânia, tendo-lhe mesmo sido carinhosamente acrescentado
o apelido de "Mother Of The Maasai", pelas gentes locais. Margarete Trappe morreu no Tanganyica, hoje Tanzania, em
1957. Após a sua morte, já em 1961, o seu filho Ron acedeu a que a Paramount Pictures utilizasse a sua farma para
que ali fosse rodado o conhecido filme "Hatari", realizado por Howard Hawk.
 
"Between Two Fires" é lançado este mês (Janeiro de 2011), no Dallas Safari Club Convention, Dallas, Texas, USA.
Haverá também lugar a uma cerimónia especial na Tanzânia onde, outrora, se encontrava a fabulosa farma de
Margarete Trappe nos arredores de Arusha, com vista para o monte Kilimanjaro. Estarão presentes neste evento
a autora do romance, Fiona C. Capstick bem como representantes da editora responsável pelo lançamento do livro.
Pela nossa parte, resta-nos desejar a Fiona Claire Capstick e a Adelino Serras Pires, que este livro tenha, pelo menos,
sucesso idêntico ao alcançado pelos anteriores "Winds of Havoc" e "The Diana Files - The Huntress / Traveller Through History.
   
   
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