ÚLTIMAS NOTÍCIAS OUTRAS NOVIDADES
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Moçambique foi escolhido pelo Japão para cooperação empresarial
Moçambique foi escolhido para país-piloto no âmbito da cooperação empresarial
Japão-África, afirmou terça-feira em Maputo o porta-voz do Governo e vice-ministro da
Justiça, Alberto Nkutumula.
Citado pelo diário Notícias, de Maputo, o porta-voz disse que nesse âmbito chega a Moçambique dia 2 de Fevereiro próximo uma missão empresarial japonesa chefiada
pela directora da Divisão para África do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Japão, Asako Kokai. A missão, composta por 45 empresários do sector público e
privado, irá visitar também outros países da região. Alberto Nkutumula disse que a escolha de Moçambique para país-piloto resulta do facto de beneficiar de todas as
formas de assistência ao desenvolvimento que o Japão disponibiliza aos países africanos. Outras razões prendem-se com o bom ambiente para o investimento e de
negócios vigente e por a localização geográfica facilitar a importação e exportação de produtos . Em Moçambique, a missão deverá deslocar-se às províncias de
Nampula, Tete, Gaza e Maputo.

fonte: macauhub
 
Electrificação rural em Moçambique continua a ser uma prioridade
 
O governo de Moçambique vai continuar a dar prioridade à electrificação rural ao longo do próximo quinquénio a fim de levar
energia eléctrica a todos os 128 distritos do país, afirmou fonte governamental citada pelo diário Notícias, de Maputo. Para
além dos 34 distritos que ainda não estão abrangidos pela rede nacional, o governo tem ainda de carteira a execução dos
projectos de linha de transmissão Tete/Maputo e do aproveitamento hidroeléctrico de Mphanda Nkuwa, avaliados em 1,7 mil
milhões e 2 mil milhões de dólares, respectivamente. “Existe um plano estratégico que foi aprovado no início de 2009 pelo
Conselho de Ministros. Essa é a base. Pretende-se continuar a intensificar a electrificação rural atingindo os distritos que faltam
e avançar para novas frentes em função da disponibilidade de recursos. Também queremos intensificar a parte da transmissão
da linha Tete/Maputo e dos projectos de geração de corrente eléctrica, em particular o de Mphanda Nkuwa”, disse a fonte.
Nos últimos anos Moçambique registou significativos progressos na expansão da electrificação, o que permitiu a duplicação do
nível de acesso ao consumo de energia de sete para 14 por cento, o que significa que mais 34 sedes distritais foram ligadas à
rede nacional, o que beneficiou mais de 390 mil novos consumidores.
No quadro da primeira Facilidade Europeia para os países ACP (África, Caraíbas e Pacífico),
Moçambique submeteu um total de nove projectos, tendo sido aprovados sete no valor de 24,5
milhões de euros tendo uma das componentes privilegiadas sido a expansão da electrificação.
Relativamente aos projectos de geração de energia, nomeadamente Mphanda Nkuwa e as centrais
termoeléctricas, bem como a linha de transmissão Tete/Maputo, a fonte governamental disse ao
jornal que a prioridade é a utilização interna da energia dentro do país, sendo os excedentes
exportados. A ideia, prossegue o jornal, é fazer chegar a energia dos centros de produção de Tete
para Maputo através de território moçambicano, cerca de 1400 quilómetros, permitind que as
subestações a serem instaladas ao longo do traçado da linha possam disponibilizar corrente eléctrica
para diversos projectos industriais, turísticos e habitacionais.
fonte: macauhub
 
 
Fóssil de antepassado comum a todos os
mamíferos descoberto em Moçambique
Ricardo Araújo e Rui Castanhinha partiram numa aventura a Moçambique,
no Verão passado, com uma ideia fixa: encontrar o primeiro dinossauro
daquele país. Saiu-lhes na rifa algo ainda mais antigo e raro, que agora
revelaram: o fóssil de um antepassado comum a todos os mamíferos, com
250 milhões de anos, quando ainda faltavam 30 milhões de anos para
aparecerem os primeiros dinossauros.
Tanto Ricardo Araújo (24 anos) como Rui Castanhinha (27 anos) estavam prestes a entrar numa nova fase da vida. O
primeiro ia começar o mestrado em paleontologia na Universidade Metodista do Sul, no Texas (Estados Unidos); o segundo,
o doutoramento no Instituto Gulbenkian de Ciência, em Oeiras. Estavam ambos a colaborar, tal como agora, com o
paleontólogo Octávio Mateus, do Museu da Lourinhã, e antes da nova fase nada melhor do que uma expedição científica em
África. “Eu e o Rui tínhamos decidido cometermos a loucura de partir para Moçambique para descobrir o primeiro dinossauro
do país”, conta Ricardo Araújo. Tal significava ir em prospecção num local com fósseis com mais de 65 milhões de anos, a
altura em que os dinossauros se extinguiram. “Até agora, existe apenas um local em Moçambique com fósseis de vertebrados
com mais de 65 milhões de anos: esse local é naquilo a que os geólogos chamam o Graben de Metangula [bacia que resultou
da actividade tectónica], mesmo ao lado do lago Niassa.”
 
 
Rui Castanhinha teve de voltar a Portugal, mas o amigo continuou a viagem, só com um motorista e
um guia local. “Tínhamos uma semana pela frente e os resultados até à data não eram animadores.
Não tínhamos descoberto mais do que uns troncos [de árvores] fossilizados. Os dias foram-se
passando e a minha frustração ia-se tornando mais palpável. Tinha de garantir o sucesso mínimo da
expedição, nem que fosse um fragmento de osso convincente.” E eis que os seus desejos se
concretizaram. “Praticamente no último dia, depois de quase toda a região batida a pé, encontro
finalmente no chão uma série de concreções [nódulos] calcárias, daquelas em que sabia que há
fósseis”, lembra Ricardo Araújo.  “Lá estava ele: um crânio completo de um ancestral comum a
todos os mamíferos. Olhei primeiro para uma característica do crânio, sem me aperceber que tinha
um esqueleto praticamente completo nas mãos.”
Ontem, a edição portuguesa da revista “National Geographic” assinalou a descoberta numa pequena notícia. É um réptil mamaliano, com uns meros 15
centímetros de comprimento, que se encontrava enrolado sobre ele próprio e encarcerado na rocha esférica. “O esqueleto estar quase completo é
relativamente único. Não há assim tantos fósseis de répteis mamalianos”, frisa Octávio Mateus. “Quando comparados com os dinossauros, os fósseis de
répteis mamalianos são raros”, diz também Rui Castanhinha. Tal como outros répteis mamalianos, este tem uma mistura de características anatómicas de réptil
e mamífero. Deles surgiriam os mamíferos, que, até à extinção dos dinossauros, não passavam de animais do tamanho de ratinhos. Com o fim dos dinossauros,
os mamíferos começaram a assumir uma variedade de formas e tamanhos.
 
Sem uma análise mais profunda do fóssil de Moçambique, ainda a ser limpo dos sedimentos nos EUA, a
equipa apenas pode dizer pertence aos sinapsídeos, grupo de vertebrados terrestres de que fazem parte,
entre outros, os mamíferos. Não quer dizer que o fóssil de Moçambique, em concreto, tenha dado origem
aos mamíferos. Mas o facto de ter sido encontrado o crânio com o resto do esqueleto pode ajudar a
desvendar um pouco mais a história evolutiva dos mamíferos. “Ainda não sabemos se será uma espécie
nova, será certamente um espécime importante”, diz Ricardo Araújo, que destaca ainda o seu tamanho
diminuto: “O que poderá indicar que ou era uma espécie muito pequena, ou era um jovem sinapsídeo
passeando pelo Niassa há 250 milhões de anos.”
"M de Moçambique" coloca a Gorongosa como primeira capa
       
 
Filme sobre a Gorongosa vencedor absoluto do Festival de Filmes de Turismo de Berlim
 
DIAMANTE PARA
AFRICA'S LOST EDEN
O filme "Africa's Lost Eden", uma produção da National Geographic
que conta a história do Projecto de Restauração do Parque Nacional
da Gorongosa, mereceu os maiores elogios do Júri do Festival que
lhe atribuíram o Prémio Ouro na categoria TV-Viagens e o Grande
Prémio Diamante em todas as categorias.
(Vencedor Absoluto do Festival).
O prémio justamente atribuído a
AFRICA'S LOST EDEN
O Festival de Filmes de Turismo de Berlim é considerado o maior festival de filmes deste género e os seus prémios equivalem aos Óscares de Hollywood para
este género de filmes. Estes prémios e o destaque que a imprensa internacional farão do mesmo colocarão ainda mais a Gorongosa e Moçambique no mapa dos
melhores e mais atraentes destinos turísticos mundiais.
 
 
Embaixador de
Moçambique na Alemanha,
Carlos dos Santos com o
Prémio Diamante,
ladeado por Michael
Westhoven,
Vice-Presidente da
FOX-National Geographic
(Alemanha),
com o Prémio Ouro e
Erwin Brunner, Editor da
National Geographic
Magazine (Alemanha)
Mina de carvão de Moatize da Vale Moçambique está quase pronta
 
 
 
A mineradora Vale já completou 75% das obras necessárias para começar a
produzir carvão mineral em Moçambique. A informação foi confirmada nesta
terça-feira (20) pelo gerente-geral de Finanças da companhia, Fábio Bechara.
Até agora, a empresa já investiu US$ 719 milhões na fase de montagem da Mina
de Moatize, na província de Tete, que começará a exportar carvão metalúrgico
e térmico em Junho do ano que vem. O total de investimentos deve chegar a
US$ 1,3 bilhão. Os mercados em vista são Brasil, Europa, China, Índia e Japão,
num total estimado de exportações da ordem de 1,2 milhão de toneladas (t) de
minério em 2011, com perspectiva de crescimento a partir de 2013. As reservas
do minério em Moçambique são estimadas em 870 milhões de toneladas.
 
"Logística é uma das maiores discussões aqui", disse Bechara, durante palestra na Conferência de Carvão de Moçambique,
que reuniu em Maputo técnicos, agentes governamentais e empresários do sector. "Não é fácil, mas é possível atingir
todos os objectivos. E a Vale já está preparada para ajudar". Segundo ele, nenhum plano da empresa foi alterado por
eventuais dificuldades na logística moçambicana de transportes, produção ou exportações. Um dos últimos gargalos
solucionados, informou Bechara, foi o Porto de Nacala, onde um cais temporário foi activado e deve atender às
necessidades dos exportadores de minério por até dois anos. Dois navios cargueiros estão em construção e uma linha
ferroviária está a ser adequada para transportar o carvão pelos mais de 900 quilómetros (km) que separam a Mina de
Moatize do Porto de Nacala. A Vale começou a operar em Moatize em 2004, quando ganhou a concorrência para fazer
estudos de viabilidade no local, a mais de 1,7 mil km ao norte da capital moçambicana. Em 2007, a empresa brasileira
recebeu autorização de lavra e iniciou as obras de implantação da mina no ano seguinte.
 
Antes de começar as escavações, a empresa precisou realocar 1,3 mil famílias. Só nesse processo foram gastos US$ 50
milhões. Os moradores receberam novas casas de alvenaria e telhado de zinco.

Além da mina de carvão mineral a céu aberto na província de Tete, a Vale já faz estudos preliminares para extrair fosfato e
níquel em Moçambique. A empresa actua em 35 países e tem mais de 100 mil empregados. É a segunda maior mineradora do
mundo e a primeira em exploração de minério de ferro. A economia de Moçambique será muito impactada pelas exportações
de carvão mineral. Só a Mina de Moatize deve gerar, entre empregos directos e indirectos, 50 mil postos de trabalho quando
estiver a funcionar a plena carga. De acordo com a Vale, 90% dos funcionários são moçambicanos. O sector passará, nos
próximos anos, a responder por até 10% do Produto Interno Bruto (PIB) do país.

Fonte: RM
Ainda este ano: EN-1 reabilitada em toda extensão
 
A Estrada Nacional Número Um (EN-1), que liga o país do Rovuma ao Maputo, numa extensão de aproximadamente
três mil quilómetros vai, pela primeira vez, beneficiar de reabilitação integral, sobretudo nas secções que neste momento
se apresentam bastante críticas.
 
Para a implementação deste mega-projecto, o Governo central instruiu a Administração Nacional de Estradas (ANE) a
proceder ao levantamento do actual estado da via em toda a sua extensão, do Rovuma ao Maputo, concretamente dos troços
Maputo/Xai-Xai, Chimuara/Nicoadala, Ligonha/Nampula e Namialo/Metoro. Sem precisar o valor estimado para este
empreendimento, o vice-ministro das Obras Públicas e Habitação, Carvalho Muária, assegurou recentemente na cidade da
Beira haver um investidor disponível para financiar esta obra considerada de grande envergadura. Os trabalhos arrancam no
troço entre Mocímboa da Praia, Namoto, na região de Palma, em Cabo Delgado, para paulatinamente irem cobrindo todas as
secções da via em estado crítico. Essencialmente, o Executivo pretende que até 2015 a rodovia seja transitável do Rovuma ao
Maputo, sendo que as comunidades circunvizinhas são, mais uma vez, chamadas a contribuir na manutenção do asfalto,
deixando de vender combustível nas bermas, tal como acontece neste momento em todo o território. Ainda para melhorar a
manutenção dessa estrada, numa acção combinada com os investidores internacionais, o Governo tenciona concessionar a
Estrada Nacional Número Um, no troço Maputo/Xai-Xai, entre as províncias de Maputo e Gaza, e a extensão
Beira/Machipanda ao longo da N6 nas vizinhas regiões de Sofala e Manica.
 
A iniciativa resulta da experiência positiva acumulada na concessão da N4 que liga Maputo a Witbank. “O plano que existe é
de pôr toda a Estrada Nacional Número Um em bom estado e, por isso mesmo, vários troços estão actualmente em obras de
manutenção localizadas. A extensão de Inchope-Caia foi reabilitada em 2003 mas, infelizmente, já se apresenta, num curto
espaço de tempo, com problemas em muitas secções”- reconheceu Carvalho Muária. Num outro desenvolvimento, o vice-
ministro das Obras Públicas e Habitação sublinhou que outro principal desafio na área rodoviária, em Moçambique, está
relacionada com a N6, principalmente nos 135 KM entre Beira e Inchope. “Sabemos que ciclicamente a água galga a N6 no
baixo Púnguè e o trabalho em curso é apenas para minimizar a situação de circulação de pessoas e bens. Mas precisamos de
obras de grande engenharia para elevar-se a quota da plataforma”- anotou.
Estão em negociação com o Governo português fundos na ordem de 200 milhões de dólares norte-americanos para resolução definitiva do problema.

fonte:
Jornal Notícias
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Iniciada dragagem do Porto da Beira
Começaram ontem os trabalhos de dragagem de emergência no canal principal de
acesso ao Porto da Beira, em Sofala. Trata-se de uma acção que tem a duração
prevista para 14 meses, finda a qual a via estará livre para o acesso de navios de
grande calado, ou seja, até 60 mil toneladas, num processo avaliado em cerca de 43
milhões de euros, dos quais 23 milhões correspondem à participação do Governo,
através de um financiamento do Banco Europeu de Investimentos (EIB), dez
milhões de fundos do próprio CFM e igual montante proveniente de um donativo
do Governo da Holanda para o Desenvolvimento (ORET).
 
Segundo o Chefe dos Serviços Marítimos dos Caminhos de Ferro de Moçambique
(CFM-Centro), John Stocker, a primeira das duas dragas a serem utilizadas, baptizada com
o nome de Volvox Olympya, chegou na tarde da passada terça-feira ao Porto da Beira, facto
testemunhado pela nossa Reportagem na manhã de ontem no Cais nº6, onde se encontrava
atracada à espera da hora do início dos trabalhos. A draga vai operar 24 horas
ininterruptamente, devendo de duas em duas semanas fazer o reabastecimento em
combustível e logística para os marinheiros. Para a execução dos  referidos trabalhos foi
contratada a empresa holandesa denominada Van Oord Dredging and  Marine Contractors
bv, apurada num concurso público internacional cujo contrato da empreitada entrou em
vigor a 24 de Março passado.
 
A fonte precisou que inicialmente será uma draga com capacidade até cinco mil metros cúbicos
devendo dentro dos próximos dois meses chegar a segunda de modo a imprimir-se uma maior
dinâmica no trabalho nos 22 quilómetros de comprimento do canal. A supervisão das obras será
executada pela própria empresa Caminhos de Ferro de Moçambique com a assistência técnica do
consultor holandês abreviado pela sigla DHV. Apurámos igualmente que para custear metade das
necessidades desta componente os CFM já receberam uma contribuição da Embaixada da Holanda.
Stocker garantiu que com esta dragagem de emergência o canal de acesso ao Porto da Beira e a
chamada curva de Macúti serão restabelecidos para as cotas de oito e 9,20 metros abaixo do Zero
Hidrográfico, enquanto a abertura de larguras mínimas estará entre 135 e 200 metros.
Com a reposição do canal de acesso serão atingidos os níveis originais de modo a permitir a recepção de navios
até à chamada classe dos Panamax, ou seja, navios com calado até 60 mil toneladas. Além disso, o canal estará
aberto 24 horas por dia e em condições de segurança. Neste momento, devido aos constrangimentos do canal de
acesso, o Porto da Beira só pode receber navios até cerca de 30 mil toneladas e durante o período diurno,
causando consequentemente, implicações à cadeia logística da operação portuária. Com esta dragagem, terá
também início o aterro hidráulico para a construção do novo Terminal de Carvão do Porto da Beira em
substituição do actual no Cais 8.

fonte: jornal notícias