Feira Internacional de Maputo mudou para Marracuene
A edição deste ano da Feira Internacional de Maputo (Facim) será realizada em Ricatla, Marracuene.
A edição deste ano da Feira Internacional de Maputo (Facim) será realizada em Ricatla, Marracuene, província de Maputo, deixando em
definitivo a baixa da cidade de Maputo onde se realizou durante 46 anos, informou o diário Notícias, de Maputo.O certame terá lugar de
29 de Agosto a 3 de Setembro tendo a organização do evento dado início ao processo de reserva de lugares no recinto para as empresas
moçambicanas e estrangeiras.
 
De acordo com a imprensa moçambicana, pelo menos 200 moçambicanas e 30 empresas estrangeiras, de
Portugal, Espanha, Itália, África do Sul, Brasil, Macau, Tanzânia, Malawi, Quénia, Botswana e Suazilândia já
garantiram a sua participação na maior exposição empresarial e comercial de Moçambique.Na anterior
edição, de 30 de Agosto a 5 de Setembro de 2010, estiveram presentes 14 países, mais seis, e 31 empresas
estrangeiras, mais 11, relativamente ao ano anterior e 489 expositores moçambicanos, mais 123 do que em
2009. Portugal ocupou a maior área, com 854 metros quadrados, seguido da África do Sul, com 457 metros
quadrados, e da Itália, com 360 metros quadrados.
 
Avaliações preliminares apontam para a existência de grandes quantidades de carvão
mineral térmico na bacia de Maniamba, na província do Niassa, onde pelo menos sete
empresas estão a desenvolver actividades de prospecção, afirmou terça-feira em
Maputo o director nacional de Minas. No decurso da 2ª II Conferência Internacional
sobre a Exploração do Carvão, a decorrer em Maputo, Eduardo Alexandre disse que
os primeiros relatórios de pesquisa entregues em 2010 ao governo não fornecem
dados numéricos sobre as reservas existentes na bacia, acreditando-se que estejam
disponíveis nos próximos 24 meses.A bacia de Maniamba ocupa uma área total de
quatro mil quilómetros quadrados, sendo que os estudos até aqui realizados cobriram
apenas 870 quilómetros quadrados.
 
 


O Fundo Monetário Internacional apresentou o mais recente relatório sobre Moçambique. As previsões são animadoras: crescimento do
PIB, queda do custo de vida, aumento das reservas para as importações e maiores incentivos à produção, através da expansão do crédito
à economia. Uma vez mais, Moçambique é destacado como um aluno exemplar do Ministério das Finanças do mundo.No mais recente
relatório sobre o rumo da economia moçambicana nos próximos cinco anos, as projecções do FMI apontam, através dos indicadores
macroeconómicos seleccionados, que o país vai conhecer relativa estabilidade. De acordo com o relatório, o país deverá regressar à
trajectória de crescimento anterior à crise financeira internacional, influenciado, em grande medida, pela entrada em actividade de novos
mega-projectos no país e pelo reforço dos investimentos públicos nas áreas prioritárias de desenvolvimento.
(O País)
 
Importantes reservas de carvão mineral deverão existir na província do Niassa
A convicção sobre a existência de grandes quantidades de carvão na zona fundamenta-se, segundo Eduardo Alexandre, no facto de no lado tanzaniano, país com o qual
Moçambique partilha a bacia de Maniamba, terem sido realizados estudos que comprovam a existência de interessantes reservas daquele minério. “Sete empresas estão a fazer
a prospecção e pesquisa na bacia, incluindo a Vale e a Riversdale, que também têm projectos na província de Tete que deverão entrar na fase de exploração ainda este ano.
Pelos dados que temos acreditamos que na bacia de Maniamba há um grande potencial de carvão, tal como há na bacia do Zambeze”, disse ainda, de acordo com o diário
Notícias, de Maputo. Eduardo Alexandre disse ainda que além dos projectos de carvão em curso nas regiões de Benga e Moatize, outros dois, também de carvão, deverão
entrar em actividade nos próximos dois anos, igualmente na província de Tete, sendo um de uma empresa pertencente ao grupo Gimbal e outro da empresa Nkondezi.
BOAS NOTÍCIAS
 
Empresários chineses investem na produção de chapas de lusalite em Moçambique
Uma fábrica de chapas de fibrocimento, vulgo lusalite, começará a funcionar em Agosto próximo no distrito de Nampula, na província com o
mesmo nome, num investimento de 370 mil dólares de empresários chineses, de acordo com o diário Notícias, de Maputo. Com uma capacidade
instalada de 375 mil chapas de lusalite por ano, a unidade fabril devia ter iniciado as suas actividades laborais em Junho corrente mas, devido a
alguns  problemas técnicos  na linha de produção,  o processo só arrancará dentro dos próximos dois meses.  A entrada em funcionamento da
referida fábrica irá reduzir os custos de compra daquele material que, actualmente, ronda 300 meticais por chapa, preço mais elevado que é
justificado pelo custo de transporte do produto a partir da província de Sofala, onde existe uma unidade do género.As chapas de lu- salite
apresentam a vantagem de não serem susceptíveis à corrosão, resistirem a atmosferas agressivas e disporem de elevada resistência mecânica,
entre outras.
China vai financiar construção de sete institutos superiores politécnicos em Moçambique
A China vai financiar a construção em Moçambique de sete institutos superiores politécnicos em igual número de
províncias com um custo avaliado em 100 milhões de dólares, informou o diário estatal Notícias, de Maputo. O jornal
adianta que a informação foi divulgada no decurso da cerimónia que assinalou a entrega formal ao Ministério da Educação
pela Embaixada da China de quatro escolas de nível secundário e técnico, avaliadas em cerca de três milhões de dólares.
 
Na ocasião, Maria de Fátima Zacarias, Secretária Permanente do Ministério da Educação, disse que apenas
as províncias de Gaza, Manica e Tete dispõem de institutos superiores politécnicos e acrescentou que em
breve vão iniciar-se as obras de construção de estabelecimentos de ensino semelhantes em mais sete
províncias. Maria de Fátima Zacarias precisou que o respectivo projecto está a ser finalizado sendo que
as obras serão financiadas na sua totalidade pela China e executadas por empresas chinesas. As quatro
escolas agora recebidas foram construídas ao abrigo de um acordo entre os governos de Moçambique
e da China assinado em 2006.
 
 
REN estuda concurso de 1,2 mil milhões em Moçambique
A participação do grupo português naquela que será
a principal auto-estrada energética moçambicana,
ligando o Norte ao Sul do país, está condicionada
à divulgação das regras e critérios da operação
por parte das autoridades locais, apurou o
Diário Económico junto de fonte da REN.
 
Considerada uma infra-estrutura energética vital para o desenvolvimento do potencial das centrais hidroeléctricas de Nophanda Nkuwa e de Cahora Bassa Norte,
bem como das unidades termoeléctricas de Moatize e Benga, esta linha de transporte de alta tensão, para cerca de três mil megawatts será construída em várias
fases, admitindo-se que o custo do empreendimento possa atingir dois mil milhões de dólares (1,4 mil milhões de euros). A principal rede de transporte de
electricidade moçambicana, que liga a barragem de Cahora Bassa à África do Sul e ao Zimbabwe, os seus principais clientes, encontra-se actualmente saturada.
 
 
BRASIL INTERESSADO NA INDÚSTRIA DE
PROCESSAMENTO DA FRUTA MOÇAMBICANA
O Brasil está disposto a financiar a instalação, em Moçambique, de fábricas de processamento de frutas e uma
outra para a produção de embalagens metálicas para bebidas e outros bens alimentares.
O Ministro moçambicano da Indústria e Comércio, Armando Inroga, que confirmou o facto, hoje, em Maputo, disse que estes projectos, que poderão arrancar
ainda este ano, visam resolver os problemas da importação de bebidas alimentares, cujo custo está avaliado entre 20 e 35 milhões de dólares anuais.
Falando à imprensa, a margem da apresentação dos referidos projectos, Inroga sublinhou que “nós temos tido situações em que
a fruta não consegue entrar na cadeia de produção, via indústria, facto que proporciona um elevado volume de importação dos
derivados dessa mesma fruta”. Ambos os projectos, desenvolvidos com o Brasil, possuem duas particularidades uma das quais a
concepção de um modelo de embalagens com recurso ao alumínio. A fábrica de embalagens metálicas deverá ser instalada na
província de Maputo, uma região que além de dispor de uma fábrica de fundição de alumínio, concentra cerca de 65 por cento
de indústrias nacionais que procuram ou importam embalagens para o seu desenvolvimento. Enquanto isso, a indústria fruteira
será instalada na província meridional de Inhambane, como forma de maximizar o aproveitamento das grandes quantidades de
fruta produzidas naquela região.
 
Acresce ainda o facto de Inhambane estar localizada próximo do maior consumidor de produtos alimentares, mais
concretamente a província e cidade de Maputo. Esta iniciativa engloba três fases: a primeira consiste na concepção
e preparação do pré-projecto, apresentado hoje em Maputo. No dia 21 do corrente mês deverá desembarcar em
Maputo uma delegação de empresários brasileiros que, durante uma semana, vai procurar estabelecer “j
oint-
ventures
” com nacionais para se dinamizar o projecto. “A partir dai, esperamos que serão criadas condições
técnicas para que se possa avançar para o estabelecimento das fábricas, tendo em conta as ‘joint-ventures’”, vincou
o Ministro, referindo-se claramente a terceira e última fase do projecto. Inroga garantiu que, o governo já resolveu
a questão de disponibilidade de terra, que tem sido um dos principais problemas que enferma a instalação de novas
indústrias em território nacional. “Já criamos condições para que as fábricas sejam instaladas, incluindo espaços.
Esperamos que o sector privado moçambicano mostre interesse em fazer sociedade com a sua contraparte brasileira
que já se dispôs a investir em Moçambique”, declarou Armando Inroga.
 
 
 
ECONOMIA MOÇAMBICANA REGISTA
SINAIS DE RECUPERAÇÃO
O Banco de Moçambique (BM) considera que o indicador do clima
económico registou em Maio do ano sinais de recuperação após
sucessiva tendência de queda desde Janeiro. Esta inversão na tendência
reflectiu-se, basicamente, na melhoria do indicador de expectativa de
procura e do indicador de perspectivas de emprego.
Em termos sectoriais, o comportamento do indicador do clima económico espelha a trajectória ascendente da actividade de produção industrial, incluindo a produção e
distribuição de electricidade e água. O indicador de expectativas de emprego, de acordo com o Banco Central, prosseguiu a tendência optimista iniciada no mês de Março do
ano em curso, com o optimismo nas previsões de postos de trabalho nos sectores comercial, serviços de alojamento e restauração, transporte e de outros serviços não
financeiros. As informações sobre o indicador do clima económico foram divulgadas recentemente pelo banco central após a realização da VII Sessão Ordinária do Comité de
Política Monetária do Banco de Moçambique (CPMO).
O banco emissor destaca que o CPMO, que reúne quadros séniores do BM,
avaliou também os desenvolvimentos mais recentes da conjuntura externa,
bem como a evolução dos principais indicadores económico-financeiros da
economia moçambicana.
 
Da avaliação feita observou-se que o país aumentou a sua capacidade de satisfazer
as necessidades em importações de bens e serviços ao aumentar o seu saldo de
reservas internacionais líquidas em 85,1 milhões de dólares norte-americanos no
passado mês de Junho.
 
Com este aumento, o país passa a ter actualmente reservas internacionais líquidas estimadas em 2095 milhões de dólares. “O aumento
das reservas deveu-se essencialmente aos desembolsos de fundos provenientes da ajuda externa no valor de 69 milhões de dólares,
bem como a intervenções feitas pelo Banco de Moçambique no Mercado Cambial Interbancário, que permitiram ao Banco Central
adquirir mais 7,1 milhões de dólares”, refere o comunicado. O Comité de Política Monetária do Banco de Moçambique destaca ainda
ter-se observado uma forte expansão das notas e moedas em circulação no mês passado. “A expansão foi de cerca de 785 milhões de
meticais e esteve associada ao financiamento às campanhas de comercialização agrícola, com destaque para o algodão e tabaco”,
considera o BM. (FONTE: RM)
 
Olam International vai investir na produção de arroz em Moçambique
A Olam Mozambique Ltd, subsidiária do grupo de Singapura Olam International Ltd., vai investir 35 milhões de dólares na
produção de arroz na província central da Zambézia, informou o jornal moçambicano O País.
 
A empresa vai, ao longo dos próximos cinco anos, associar-se a uma centena
de agricultores que operavam no regadio de Tewe e cujas explorações
agrícolas apresentavam uma produtividade baixa devido à ausência de
mecanização. O jornal adianta que, com a aquisição de máquinas, o
investimento da Olam Mozambique vai permitir que aquele regadio comece
a produzir 100 mil toneladas de arroz por ano. O grupo Olam International Ltd.
centra a sua actividade na gestão e processamento de produtos agrícolas
e alimentares e está presente em 64 países.
(fonte: macauhub)
 
Portugal vai mesmo avançar os 300 milhões de Euros para estradas em Moçambique
O presidente do Fundo de Estradas de Moçambique, Elias Paulo, garantiu hoje à Lusa que a CGD vai avançar os 300 milhões
de euros para investimentos rodoviários no país. "Falei hoje de manhã com a Caixa Geral de Depósitos (CGD) e
confirmaram-me que vão pagar o acordo", afirmou Elias Paulo. O acordo celebrado, em Junho de 2009, pelo anterior executivo
português com o Governo de Moçambique, para investimentos na área de infra-estruturas rodoviárias, estava a preocupar as
autoridades moçambicanas, dada a crise financeira que se vive em Portugal. Estas obras tinham já sido adjudicadas, estando
alguns troços rodoviários sob o encargo da Mota Engil e da Soares da Costa, empresas portuguesas.
(Fonte RM)
Governo procura outras fontes para financiar projectos que contavam com financiamento luso
O governo moçambicano diz que está à procura de fontes alternativas para financiar projectos que seriam financiados
por Portugal, país que está a ter dificuldades em desembolsar os fundos. O vice-ministro das Obras Públicas e
Habitação, Francisco Pereira, avançou ainda que não era um dado adquirido que Portugal ia financiar a ponte Maputo
- Ka-Tembe e que tudo quanto se discutiu não passou de intenções por parte do Governo português.
“Nós temos outras soluções que estão em cima da mesa e que não são só com Portugal. Há outros países que estamos
a estudar. Não podemos ainda dar a informação definitiva, mas há outras possibilidades (de financiamento) que
estamos a estudar, revelou Francisco Pereira.
(O País)
Inhambane: Incêndio devora três Lodges na Praia da Barra
 
Três instâncias turísticas foram ontem, 25, completamente
devorados pelas chamas, na sequência de um violento incêndio
que deflagrou na Praia da Barra, na cidade de Inhambane.
Trata-se dos Loges Dorado, Zavahak e Marlin, propriedade de
cidadãos sul-africanos. Presume-se que o incêndio tenha sido
provocado por um curto-circuíto ocorrido no quadro eléctrico de
uma das instâncias de lazer. A partir daí, as chamas passaram de
uma instância para outra, destruindo todo o recheio das
instalações, nomeadamente, mobiliário, loiça, electro-domésticos
e outros equipamentos.
 
“Conseguimos recuperar apenas uma geleira”, disse à Rádio Moçambique Manuel Mabica, um dos
trabalhadores que, juntamente com outros colegas e populares foram impotentes para debelar as
chamas. Os prejuízos são incalculáveis, acrescentou a fonte. Refira-se que os proprietários das três
instâncias, de nacionalidade sul-africana, encontram-se ausentes, fora de Moçambique. Segundo
ainda Mabica, nenhum hóspede se encontrava alojado nas infra-estruturas agora destruidas,
depois de dois deles terem de lá saido dois dias antes. A pronta intervenção de uma equipa da
empresa Electricidade de Moçambique terá contribuido para que o sinistro não se alastrasse para
outras instâncias existentes naquela praia da cidade de Inhambane.

(FONTE: RM)
 
 
Praia de Bilene: Autoridades mandam desocupar
terrenos vendidos ilegalmente a cidadãos sul-africanos
A Polícia da República de Moçambique (PRM) foi chamada a intervir num caso
de disputa de terra no distrito de Bilene, província de Gaza, opondo o Governo
provincial e uma sociedade privada. Trata-se de um caso insólito em que a PRM
interveio através da sua unidade anti-motim, a Força de Intervenção Rápida
(FIR), na recuperação de um terreno de dois hectares e ocupação compulsiva, a
favor do Estado, dos imóveis que já haviam sido erguidos no local. Segundo
escreve o jornal “Domingo”, o título de Direito de Uso e Aproveitamento de Terra
(DUAT) do espaço em causa foi atribuído a Sociedade Pêrola que tenciona
desenvolver um projecto turístico nessa área de dois hectares.
Contudo, consta que esta empresa não conseguiu desenvolver o projecto
planificado e, ao invés, dividiu o espaço em pequenas porções e vendeu a
terceiros, o que em si viola a Constituição da República, que proíbe a venda ou
alienação da terra. Assim, o Estado moçambicano decidiu reaver o terreno, o
que também implica a recuperação das 13 residências erguidas neste espaço.
Entretanto, os proprietários dessas residências, na sua maioria de
nacionalidade sul-africana, sentem-se injustiçados e pretendem reaver o
dinheiro despendido na aquisição do espaço e na construção das casas.
“Dados os factos, o gerente da Pêrola está na corta bamba”, escreve o jornal
“Domingo”, descrevendo as incursões desencadeadas por esta sociedade
como uma tentativa de anular a decisão do Governo Provincial de Gaza sobre a
revogação do DUAT. Consta que a Sociedade Pêrola recorreu, por cinco vezes
consecutivas, ao Tribunal Administrativo a pedir a anulação da decisão do
Governo, mas essas tentativas foram todas fracassadas.
 
 
Segundo o semanário, foi depois dessas incursões que a Direcção Provincial
da Agricultura de Gaza decidiu registar, a seu favor, as benfeitorias erguidas
no terreno em causa, tendo a conservatória local elaborado a respectiva
certidão. Assim, a Sociedade Pêrola foi notificada a abandonar o local num
espaço de cinco dias, prazo que terminou no passado dia 11 de Julho sem que
esta empresa tenha conseguido cumprir com a decisão do Estado.  Para fazer
cumprir a lei, no passado dia 15 de Julho, o Estado recorreu a FIR, que se
dirigiu ao local e ocupou o espaço de forma compulsiva e retirou os bens que
se encontravam no interior dos imóveis. Em algumas dessas residências,
agora já com fechaduras novas, a Polícia apreendeu duas armas de fogo de
tipo pistola e uma caçadeira, que estão agora sob investigação. Contudo, na
sua edição da Sexta-feira passada, o jornal “Savana” considera de “arrogância
e despotismo” a acção do Governo provincial de Gaza, ao mandar executar
uma acção que ainda aguardava a decisão do Tribunal Supremo e do Tribunal
Administrativo.
(FONTE: RM/AIM)
Autoridades sul-africanas investigam caso de expropriação de terreno na Praia de Bilene
O Governo da África do Sul garantiu que está a investigar a expropriação de um terreno e bens num 'resort' pertencente a
um investidor sul-africano no distrito Bilene, sul de Moçambique, envolto em problemas judiciais, segundo a imprensa
moçambicana. Na semana passada, uma força especial da polícia moçambicana expulsou proprietários de 13 habitações
construídas num lote de terreno que o Estado moçambicano pretende reaver por considerar que os imóveis estão ilegais. Um
funcionário do Alto Comissariado da África do Sul, citado hoje (terça-feira) pela imprensa, em Maputo, assegurou que as
autoridades sul-africanas já estabeleceram contacto com o investidor e estão a tentar apurar os factos.
"Vamos estabelecer contacto com o Governo (moçambicano), assim que tivermos os factos", afirmou
a fonte diplomática, assinalando que um funcionário do Departamento de Comércio e Indústria da
África do Sul está a averiguar o caso. A imprensa sul-africana refere que o 'resort' está localizado
próximo de propriedades ligadas ao Presidente moçambicano, Armando Guebuza, e ao antigo
Presidente Joaquim Chissano. Segundo os órgãos de comunicação social moçambicanos, "o terreno
havia sido cedido à Sociedade Pérola para levar a cabo um projecto turístico, porém esta retalhou-o
e vendeu-o a terceiros". O jornal Domingo, editado em Maputo, refere que a Sociedade Pérola
adquiriu o título de Direito de Uso e Aproveitamento de Terra (DUAT) para desenvolver um projecto
turístico nessa área de dois hectares, mas, em 2005, um antigo governador de Gaza emitiu um
despacho de revogação do DUAT porque o grupo sul-africano não concretizou o projecto no período
estipulado pela lei, que é de dois anos.
 
Não tendo conseguido levar a cabo o plano, a empresa sul-africana dividiu o espaço em pequenas porções e vendeu a terceiros, violando a Constituição
da República, que proíbe a venda ou alienação da terra, denuncia o semanário Domingo. O grupo de investidores sul-africanos recorreu "por cinco vezes
consecutivas" ao Tribunal Administrativo a pedir a anulação da decisão do Governo provincial de Gaza, contudo, todas as tentativas foram fracassadas,
escreve o Domingo na sua última edição. "O Estado moçambicano teve que recorrer à força para fazer valer a ordem de reversão a seu favor e todas as
benfeitorias construídas num espaço de dois hectares, localizado na região do Bilene, distrito de Gaza", diz o jornal.  Agora, os 13 proprietários das
residências expropriadas, na sua maioria de nacionalidade sul-africana, dizem-se injustiçados e pretendem reaver o dinheiro gasto na aquisição do
espaço e na construção das casas.
 
Moçambique/Portugal: Não existem conflitos nas relações entre os dois países
Os ministros dos Negócios Estrangeiros de Moçambique e de Portugal expressaram ontem em
Maputo a sua satisfação com o estado das relações entre os dois países e prometeram
aprofundá-las. Falando no final de um encontro com o seu homólogo português, o chefe da
diplomacia moçambicana, Oldemiro Balói, recordou que não existem conflitos nas relações
entre os dois países.
"As relações entre Portugal e Moçambique são consolidadas e em desenvolvimento permanente", disse o
ministro moçambicano, revelando que Paulo Portas lhe transmitiu "uma mensagem de tranquilidade e de
confiança que agradou imenso ouvir", numa altura de mudança de governo em Portugal. Num quadro de
relações bilaterais sem contenciosos, a dotação da linha de crédito é um dos temas em discussão entre os
dois países, assim como a venda de 15 por cento da participação que o Estado português ainda detém na
Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB). Referindo que Cahora Bassa “já não é um problema” nas relações
entre os dois países, Paulo Portas mostrou-se esperançado numa solução rápida para o assunto. O Estado
português venderá em partes iguais a sua participação na HCB a uma empresa moçambicana e a uma
portuguesa, sendo que esta poderá ser a REN mas a intenção do governo de Lisboa em privatizá-la tem
causado, segundo a imprensa de Maputo, alguma inquietação no governo moçambicano
 
 
Cahora Bassa já deixou de ser “uma questão para Moçambique e para Portugal e não voltará a sê-lo,
e só posso confirmar que há interesse de uma empresa relevante nessa aquisição dos 7,5 por cento
e que as coisas estão no bom caminho”, disse o governante luso. Entretanto, Portas admitiu
dificuldades na obtenção de crédito mas mostrou-se confiante numa “solução imaginativa” para
financiar investimentos portugueses em Moçambique. Uma linha de crédito acordada entre os dois
governos continua a aguardar pela dotação portuguesa, em resultado da crise orçamental que a
fecta o país. “Quando há um tempo de restrições de crédito, há que encontrar soluções com
imaginação para procurar servir os interesses, de um lado, das empresas, dos seus projectos, dos
seus investimentos e dos seus trabalhadores e, por outro, dos estados e das nações”, disse o MNE
português, no final de um encontro com Oldemiro Balói. “Ainda assim, há vontade de apoiar projectos
que são importantes, quer para Moçambique, quer para Portugal, e mutuamente vantajosos.
Estamos a trabalhar nessa matéria, verão que terão, a seu tempo, novidades”, acrescentou. Antes das conversações entre os chefes das diplomacias dos
dois países, Paulo Portas revalara que Portugal e Moçambique estão "firmemente decididos" em realizar uma cimeira bilateral entre os dois países já este
ano. "Estamos firmemente empenhados em fazer a cimeira entre Portugal e Moçambique, prevista nos nossos acordos, já este ano", afirmou Paulo Portas,
após reunir-se com o Presidente moçambicano, Armando Guebuza, em Maputo, capital do país. Portugal continua a figurar como o principal investidor em
Moçambique, de acordo com dados do Governo moçambicano e no domingo, dia da sua chegada a Maputo, o Ministro dos Negócios Estrangeiros luso
afirmara que Moçambique é um destino essencial das empresas portuguesas. As exportações de Portugal para Moçambique rondam os 150 milhões de
euros por ano. Cerca de 20 mil portugueses estão registados em Moçambique. Esta é a primeira visita oficial que o ministro do Estado e dos negócios
Estrangeiros de Portugal faz a Moçambique desde que foi nomeado para o cargo.  
 (FONTE: RM, com Lusa)
 
 
 
 
Zambeze - Ponte de Mutarara
Iniciados testes de circulação ferroviária na Linha de Sena de Moatize à Beira
Locomotivas com vagões vazios estão a circular pela Linha de Sena, com uma
extensão total de 574 quilómetros entre a vila carbonífera de Moatize, em Tete, e o
Porto da Beira, em Sofala, no âmbito de testes de circulação destinados a apurar o
modo como vai funcionar, a partir do segundo semestre, o escoamento de carvão
para os mercados brasileiro, japonês e indiano entre outros. Segundo escreve hoje
o jornal Notícias o ensaio “destina-se a testar a consistência da ferrovia, agora na
fase de correcções das falhas verificadas durante o processo da sua reabilitação,
depois de 28 anos de uma completa paralisação.”
O director dos Transportes e
Comunicações de Sofala, Carlos
Isidoro disse que “à medida que os
vagões circulam pela Linha de
Sena está a ser observada a
consistência da via, enquanto se
aguarda pela chegada a
Moçambique de mais meios
circulantes para o transporte do
carvão.” Dados disponíveis
apontam que a Vale Moçambique já
conta com mais de 20 locomotivas e 100 vagões. Por outro lado, a multinacional brasileira está a proceder à formação dos respectivos maquinistas e outros operários para
o processo.Tudo isso acontece numa fase em que está praticamente concluída a construção do terminal provisório de carvão no Porto da Beira, com capacidade de
manusear acima de seis milhões de toneladas por ano.A Linha de Sena tem capacidade de escoar seis milhões de toneladas de carga por ano.
 (fonte: macauhub)
 
Exportações de Moçambique para a China
aumentam 6,1 por cento no primeiro semestre
Durante os primeiros seis meses do corrente ano a China importou de Moçambique 94,6 milhões de dólares o que
representa um aumento de 6,1 por cento em relação a igual período de 2010, disse em Maputo o director-geral
adjunto do Centro de Comércio Exterior da China, Wang Runsheng.
 
Wang Runsheng, que falava durante uma conferência de promoção da Feira de Importação e
Exportação da China (Feira de Guangzhou), referiu que no mesmo período a China exportou para
Moçambique 320 milhões de dólares o que representa um aumento de 41 por cento em relação a
2010. O dirigente chinês revelou ainda que Moçambique tem exportado principalmente produtos
agrícolas como caju, madeira e algodão, enquanto que importa produtos diversos como máquinas
electrónicas e vestuário, entre outros.
 
“Moçambique é tradicionalmente forte no mercado agrícola, por isso convidamos os empresários e
sobretudo as pequenas e médias empresas moçambicanas a participarem na Feira de Guangzhou”,
disse Runsheng. O director-geral adjunto do Centro de Comércio Exterior da China indicou ainda que
as exportações moçambicanas têm vindo a crescer gradualmente e deu como exemplo o facto de
Moçambique ter exportado para a China, entre Janeiro e Abril do corrente ano, produtos no valor de
62,3 milhões de dólares americano o que corresponde a um aumento de 49,35 por cento quando
comparado com os últimos quatro meses de 2010.
     
Durante o mesmo período Moçambique importou da China
cerca de 100,9 milhões de dólares norte-americanos,
representando um crescimento das vendas chinesas em cerca
de 32,88 por cento no mesmo período. Wang Runsheng revelou
ainda que Moçambique tem exportado principalmente produtos
agrícolas como caju, madeira e algodão, enquanto que importa
produtos diversos como máquinas electrónicas e vestuário,
entre outros.
“Moçambique é tradicionalmente forte no mercado agrícola, por isso convidamos os empresários e sobretudo as pequenas e médias empresas moçambicanas a
participarem na Feira de Guangzhou”, disse Runsheng.
(fonte: macauhub)
 
Anadarko prevê investimento de 15 mil milhões de
dólares na produção de gás natural em Moçambique
 
 
 
A companhia americana Anadarko Petroleum, que possui uma concessão na
Área 1 da bacia do Rovuma, apresentou ao governo detalhes da proposta
destinada a investir 15 mil milhões de dólares na produção de gás natural
liquefeito, escreve hoje o jornal Notícias.
O jornal indica que os pormenores do
projecto, que se destina a produzir 4,5
milhões de toneladas de gás por ano,
na província de Cabo Delgado, foram
apresentados ao Conselho Económico
do Conselho de Ministros e ao
Conselho Coordenador do Ministério
dos Recursos Minerais. A ser aprovada
a proposta da Anadarko, o projecto de
produção e liquefacção de gás natural
deverá estar operacional nos próximos
sete anos, ou seja, até 2018.
 
Até Junho deste ano as operações de pesquisa e exploração na Bacia do Rovuma tinham consumido pelo menos 750
milhões de dólares norte-americanos. A Anadarko é o operador da Área 1 da bacia do Rovuma com uma participação de
36,5 por cento, sendo os restantes associados a Mitsui E&P Mozambique Area 1 (20 por cento), BPRL Ventures
Mozambique (10 por cento), Videocon Mozambique Rovuma 1 (10 por cento) e Cove Energy Mozambique Rovuma Offshore
(8,5 por cento) e a estatal moçambicana Empresa Nacional de Hidrocarbonetos, com 15 por cento.
 
 
 
De acordo com dados do fundo Monetário Internacional, Moçambique irá crescer
a uma taxa anual de 7,6% entre 2011 e 2016, superando a média da região
subsaariana, que se irá expandir 5,6% no mesmo período.
Segundo um estudo do BPI, por detrás desta performance económica está o investimento que.Maputo fará em diversos mega-proprojectos, sobretudo na área do
sector mineiro e do cimento, que irão canalizar para o país milhões de dólares em capital externo, entre empresas brasileiras, chinesas e inglesas (ver texto em
baixo). Porém, se o futuro parece promissor no papel e nos indicadores económicos, o sucesso da 'receita' dos mega-projectos pode disfarçar os verdadeiros
desafios que Moçambique enfrenta. Primeiro, no campo económico. Apesar de o país continuar no topo das preferências dos investidores estrangeiros face a
outros concorrentes na região, e dos bons resultados no sectores do retalho, transportes e comunicações (que contribuiram com um quarto do crescimento em
2010),sinalizando uma maturaçâo da economia e boas perspectivas no consumo privado, a agricultura continua a ser dominante.
 
O sector agrícola representa 80% da estrutura produtiva do país, mas tem níveis de produtividade medíocres ~ 90% da produção
é para consumo dos próprios agricultores. O BPI sublinha que o sector primário é o instrumento prioritário para erradicar a
pobreza, mas lembra que terá de ser apetrechado com tecnologia mais avançada, melhor qualidade das sementes e maior
profissionalização dos negócios famíliares, O campo social, é aliás, um dos principais entraves a um desenvolvimento mais robusto
da economia. Em Moçambíque, mais de metade da população vive em «pobreza extrema» e não sabe ler nem escrever. Pior que a
ilíteracia, é o facto de 12% dos moçambicanos entre os 15 e os 49 anos estarem infectados com o vírus da SIDA, o que ameaça o
potencial produtivo da econoeconomia, de acordo com os dados avançados pelo estudo do BPI. Maputo sabe ainda que tem de
desenvolver e diversificar a economia para gerar receitas suficientes que lhe permitam compensar as quedas nas verbas da ajuda
internacional. Moçambique ainda é um dos países mais dependentes da ajuda externa e, só este ano, irá receber dos seus doadores
689 milhões de dólares, cerca de 40% da despesa total do Estado. Porém, o fim das guerras, os desvios orçamentais e o atraso na
introdução de legislação para combater a corrupção e os conflitos de interesse estão a tornar o país um destino cada menos
interessante para a ajuda internacional. A inflação é o principal desafio para o banco central, que terá de lidar com subidas
consideráveis nos preços no longo prazo e manter uma política monetária restritiva com juros altos, o que poderá penalizar a
actividade das empresas e da banca.
 
(2012-01-18). A companhia americana Anardarko acaba de descobrir
mais uma importante quantidade de gás natural, na plataforma
“offshore” (em mar), Bacia do Rovuma, norte de Moçambique, onde se
encontra em actividade de pesquisa de hidrocarbonetos.
Trata-se da sétima descoberta deste recurso por parte da
instituição, ocorrida no poço denominado Lagosta-2, tendo
encontrado um total de 777 pés cúbicos de gás natural
comercializáveis em várias regiões do mundo.
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“Estes resultados excelentes continuarão a apoiar as nossas
estimativas de recursos recuperáveis de 15 a 30 biliões de
pés cúbicos de gás natural na área descoberta do nosso
bloco, bem como fornecer informações adicionais que serão
incorporadas nos nossos modelos, para ajudar a determinar
os planos de desenvolvimento do complexo”, avançou o
vice-presidente da Anadarko, Bob Daniels,
citado pelo comunicado da companhia.
 
 
A avaliação do poço Lagosta-2 aconteceu graças à abertura
de um furo de 4.335 metros em lâmina de água “offshore”-1
da Bacia do Rovuma. A Anadarko pretende preservar a Lagosta-2
para futura utilização, durante o seu programa de testes de perfuração
nos complexos Windjammer, Barquentine e Lagosta.


Fonte: "O País"
(2012-01-18). O sector financeiro moçambicano
registou um crescimento assinalável no ano 2011,
marcado pelo aumento no número de balcões dos
diversos bancos, das cooperativas de créditos,
micro-bancos e operadores de micro-créditos que
operam no país, bem como pelo incremento dos
terminais de pagamento electrónico (ATM e POS).
No ano passado, o Banco de Moçambique autorizou
o funcionamento de mais 55 balcões, perfazendo um
total nacional de 526 balcões permitidos a iniciar
as suas actividades. Este aumento é resultante da
abertura de 23 unidades na cidade de Maputo, nove
na Província de Maputo, uma em Gaza e Inhambane,
quatro em Sofala, três em Manica, sete em Tete,
cinco em Nampula e dois em Cabo Delgado.
 
 
Entretanto, o número de balcões em funcionamento registou um
aumento na ordem de 37 unidades, ao passar de 416 em Dezembro
de 2010 para 453 em igual período do ano passado. A discrepância
entre os balcões autorizados e em funcionamento deve-se ao facto
de nem todos os balcões autorizados terem iniciado a sua actividade,
assim como ao encerramento de alguns balcões. No ano passado,
segundo dados do Banco de Moçambique, houve um aumento de
49 unidades de operadores de micro-crédito, sendo 38 na província
e Cidade de Maputo, duas em Gaza, três em Inhambane e em
Sofala, uma em Tete, Nampula e Zambézia, passando para um
total de 166 operadores.
No que concerne aos terminais de pagamento, ao longo de
2011 houve um aumento de mais de 1.500 POS e 100
unidades de ATM em funcionamento no país. De acordo
com o Banco de Moçambique, o número de POS
operacionais passou de cerca de cinco mil unidades
em finais de 2010 para 6.432 até ao dia 31 de Dezembro
último. Enquanto isso, em finais de 2010 contabilizavam-se
pouco mais de 700 ATM em funcionamento e a 31
de Dezembro de 2011, o número subiu para 821
unidades. De salientar que apesar deste progressos, os
serviços financeiro continuam concentrados na
Cidade e Província de Maputo.
 
Moçambique conta com um total de 17 instituições bancárias e, segundo
o Banco de Moçambique, ainda há espaço para mais bancos. Aliás, o
governo tem estado a adoptar políticas que permitem a expansão da rede
bancária em todo território nacional, sobretudo para as zonas rurais
que não são cobertas pelo sector financeiro.

Fonte: (RM/AIM)
 
LINHA FÉRREA BEIRA / MACHIPANDA
(2012-01-18). As obras de reconstrução da linha de
caminho-de-ferro Beira/Machipanda iniciaram-se há
dias nos locais mais críticos da via onde, devido à
obsolescência do equipamento, se verificam descarrilamentos,
informou o director dos Transportes e Comunicações da
província de Sofala. Em declarações ao diário Notícias,
de Maputo, Carlos Isidoro garantiu que as obras ficarão
concluídas dentro de oito meses não tendo, no entanto,
divulgado qual a verba que irá ser aplicada.
A reconstrução do sistema ferroviário de transporte de carga e passageiros na linha
Beira/Machipanda, ligando as províncias de Sofala e Manica com o vizinho Zimbabué,
através do posto fronteiriço de Machipanda, vai permitir, novamente, um escoamento
de pessoas e bens, sobretudo de camponeses que desenvolvem as suas
actividades ao longo do Corredor da Beira.
As obras naquela via, numa extensão de 317 quilómetros,
deviam ter ficado concluídas em Dezembro de 2006, mas a
então concessionária indiana Ricon, parceria entre as empresas
estatais Rites e Ircon, não conseguiu honrar os seus compromissos,
facto que criou prejuízos ao Estado moçambicano avaliados em
230 milhões de dólares. Este troço assume particular
importância para Moçambique, pois vai imprimir maior
dinamismo na ligação estratégica de e para os diferentes
pólos de desenvolvimento do país e regiões circunvizinhas,
melhorar a eficiência na circulação de pessoas e bens
entre diferentes entrepostos existentes ao longo da via. (macauhub)
 
 
Banco de Sofala: Armadores de pesca acusam
governo de privilegiar operadores estrangeiros
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(2012-01-17) Armadores de pesca semi-industrial que operam
no Banco de Sofala acusam o Governo de entregar 92 por
cento das quotas pesqueiras a estrangeiros, ficando apenas
oito por cento para os operadores nacionais. Em declarações
prestadas ao jornal Diário de Moçambique (DM), eles manifestam-se
contra um diploma ministerial que, em oposição aos objectivos
da sua adopção, está a prejudicar os pescadores moçambicanos.
“Isto contraria o discurso oficial que diz que os recursos naturais
devem servir em primeiro lugar os cidadãos nacionais. O que está
a acontecer é que foi introduzido o diploma ministerial nº 273 que
se diz que é para reduzir o esforço de pesca no Banco de Sofala,
que, ao invés de retirar ou diminuir os barcos com grande cavalagem
e introduzir um sistema de fiscalização para impedir a pesca ilegal,
veio pelo contrário prejudicar os operadores nacionais que operam
com embarcações de menor cavalagem e estão sujeitos à
fiscalização por meio do VMS”, desabafaram.
 
Mamade Sulemane, presidente da Associação dos Armadores de Pesca de
Moçambique (ASSAPEMO), defendeu que, em linhas gerais, a situação é dramática
nas pescas, em particular em Sofala, sustentanto que “Depois de uma crise muito
grande, em 2007/2008, com o preço de combustível a subir muito, as empresas
ficaram completamente descapitalizadas e os anos subsequentes foram uma sucessão
de situações mais graves ainda, criadas pelo próprio Ministério das Pescas, com a
obrigatoriedade do VMS (sistema de controlo das embarcações por satélite),
válido apenas para operadores nacionais licenciados”, lamentou. “Isso só veio
aumentar os custos de produção. Também aconteceu a tomada do Cais
Manarte pelo Porto de Pescas, na Beira, que envolveu custos adicionais,
acrescido isso tudo por uma cada vez mais rígida e firme cobrança das licenças,
numa situação em que vários empresários tinham taxas atrasadas,
e simplesmente lhes foram retiradas as licenças de pesca”, acrescentou.
 
Segundo Sulemane esse cenário “levou à situação actual
em que o Governo fala de cifras boas mas que nem atingem
metade do que se pescava em 2005, se calhar nem um terço”.
Argumentou que, por exemplo, nessa altura a sua empresa
Recanto de Chiloane pescou 400 toneladas de camarão
mas no ano passado, 2011, apenas conseguiu 30 toneladas”.
“Numa situação de descapitalização, tem que haver um
apoio, mas o que se verificou foi precisamente o contrário.
Quando estávamos à espera que o Governo apoiasse mais os empresários nacionais
que não tiveram apoio nenhum nas crises que aconteceram, enquanto os operadores
estrangeiros beneficiaram de largos apoios da União Europeia e outros países, o que
aconteceu é que simplesmente prejudicou ainda mais os nacionais com a criação do
famoso diploma nº273, de 2010, que praticamente retirou quase todas as
licenças de congeladores aos moçambicanos”. Fonte: RM
 
CAÇADORES
FURTIVOS
Caçadores furtivos
oriundos de Moçambique
abatem rinocerontes
Caçadores furtivos oriundos de
Moçambique foram acusados de
serem responsáveis pela morte
de 8 rinocerontes, encontrados
sem as respectivas pontas no
Parque Nacional de Kruger, que
confina com a fronteira moçambicana.
Um porta-voz do parque disse que os 8 rinocerontes, todos
eles abatidos com armas do tipo AK-47, haviam sido encontrados
na terça-feira, próximo da fronteira com Moçambique. No ano
passado, caçadores furtivos abateram 450 rinocerontes, 252 dos
quais no Parque Nacional de Kruger. O Dr. David Mabunda,
director executivo dos Parques Nacionais da África do Sul, disse
que mais de 95% dos casos ocorridos no Parque Nacional
de Kruger envolvem moçambicanos.
A África do Sul acusou elementos da polícia e das forças armadas moçambicanas
de treinarem caçadores furtivos na caça a rinocerontes. As pontas de rinocerontes
são contrabandeadas para países asiáticos, através de Moçambique. As pontas
são comercializadas a 65 dólares o quilo, o que é superior ao preço de um
quilo de ouro (USD$50,440). Fonte: Canalmoz